<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[arteblog.com.br] cinema : <![CDATA[O Mundo Bakanudo do Cinema & da TV]]></title>		<link>http://cinema.arteblog.com.br</link>		<description><![CDATA[O Mundo Bakanudo do Cinema & da TV]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 01:01:09 +0200</pubDate>		<image>			<title>cinema.arteblog.com.br</title>			<link>http://cinema.arteblog.com.br</link>			<url>http://static.blogstorage.hi-pi.com/arteblog.com.br/c/ci/cinema/images/mn/1182652820_regular.jpg</url>		</image>		<item>			<title><![CDATA[O instante dado de Cartier Bresson]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Orson Welles disse que: "cinema é montagem", eu digo:
cinema é imagem! Ok, brincadeirinha. Só uma introdução para falar
de imagem e fotografia (essa sim é imagem não?). Ontem fui ver a
ótima exposição do Cartier Bresson no Sesc Pinheiros (R. Paes Leme,
195). Esse foi um homem que viveu muita coisa, uma linha do tempo
da História do mundo em paralelo a sua vida dá um gostinho dos
eventos que Bresson presenciou. Bresson foi assistente de Jean
Renoir no belíssimo "A Regra do Jogo", considerado (até os dias de
hoje) um dos melhores filmes de todos os tempos. Como fotógrafo
tinha o olhar atento, procurava se misturar na multidão, sua
liberdade era o anonimato. Sua imagem, ao contrário das que
reproduzia, não podia ser famosa, isso seria o fim de seu trabalho.
A arte deve ser maior que o artista.Na minha opinião Bresson
encontrou a simetria e as coincidências do mundo nas suas frações
de segundo. É a beleza real e não o embelezamento que ele
retratava. A foto que eu estou postando é um exemplo claro disso:
como as duplas se encontram no mundo, como a simetria pode ser
acidental! Uma coisa ótima da exposição é que as fotos não têm
muitas informações, apenas o ano e o local; elas foram momentos
passageiros, explica-lás as privaria de sua espontaneidade. O que
gosto em Cartier Bresson é que ele deixa muito para o espectador
imaginar: o que veio antes dessa foto? O que veio depois? O que
essa pessoa fará ou fez?Agora, andando pela rua, só vejo linhas,
formas...Estranho né? Como a arte desperta os
sentidos...</p>
<p style="text-align: justify;"></p>
<p style="text-align: justify;">Mariana Serapicos</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Trecho interessante da matéria de
Gisele Kato para a Bravo:</p>
<p style="text-align: justify;"><span><span>Acredite: Henri
Cartier-Bresson (1908-2004) nunca usou a expressão "momento
decisivo" para falar de sua obra. O termo, no entanto, grudou em
seu nome como um slogan. Tudo culpa da tradução que o título do
livro <em>Images à la Sauvette</em> (em português, algo como
<em>Imagens Furtivas</em>), de 1952, recebeu nos Estados Unidos. A
diretora da Fundação Henri Cartier-Bresson em Paris, Agnès Sire,
conta que não foi muito fácil a negociação da editora Simon &
Schuster com o próprio fotógrafo. Cartier-Bresson queria <em>The
Given Instant</em> (<em>O Instante Dado</em>), mas acabou aceitando
<em>The Decisive Moment</em> sob o argumento de ser uma expressão
mais forte e mais direta.</span></span></p>
]]></description>			<link>http://cinema.arteblog.com.br/209081/O-instante-dado-de-Cartier-Bresson/</link>			<comments>http://cinema.arteblog.com.br/O-instante-dado-de-Cartier-Bresson-21092009-002932-lp-209081.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://cinema.arteblog.com.br/209081/O-instante-dado-de-Cartier-Bresson/</guid>			<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 00:29:32 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Not typical at all]]></title>			<description><![CDATA[<p>Tem um site muito legal: www.filmschoolrejects.com, lá você
encontra críticas, novidades, prêmios e trailers de cinema. Eles
estão precisando de alguém que contribua para o site, eu enviei um
texto para eles que estou postando abaixo. O site americano então o
texto é em inglês ok doky?</p>
<p>
                                                   
            Not typical at all</p>
<p>Set in a typical Brazilian beach, featuring a typical family on
a typical vacation, nevertheless there is nothing typical about
Heitor Dahlia's new movie Adrift. It tells the story of a
fourteen year old girl, Filipa, through her eyes. On a hot summer
she experiences the changes that are happening to her body as well
as the changes in her family, which affects her from the
outside.
Vincent Cassel portraits her father, a men whose daughter is
becoming a woman before his eyes but he is not able to see it. A
father whose daughter perceives him as the ideal man turns out to
be normal, as any other man, interested in other women, not only
her mother. The finding of a mistress (Camilla Belle) changes their
relationship, establishing a game of liking and disliking and
finding out the reasons for her parents acts is the prize.
Dhalia is used to putting his characters under a magnifying glass,
he did that with Nina and Drained. The madness of the most unusual
people was exposed to the viewers; now, an apparently normal
microcosm is imbued with drama.   
The painful transition which Filipa is going through is told as if
it was poetry, the senses are enhanced by the stunning scenery and
musical score.  Antonio Pinto´s music follows the leading
lady´s footsteps.
It is almost a period piece, since it's set during the
eighties. We can see that every piece of clothing had special
treatmente, it wasn´t found in a flee market. What could be a very
steriotyped wardrobe almost screems: The Wham!
Like a child, the character's losses seem umbearable, an
infinite suffering that will never go away. Like a woman, she
learns to see things under a different light.
The cast´s chemistry works so well that we almost believe they are
an actual family, it feels close to a documentary. Vincent Cassel´s
clumsy and laid back father and Débora Bloch´s alcoholic and
unloved mother seem members of any other (complicated) family.
 
Although we have in front of us a pretty tropical place, the
influences are cleary European. It is pratically impossible not to
notice a flair of the French Nouvelle Vague, to be more specific,
Truffaut's debut Les quatre cents coups; Filipa running to
the beach is the spitting image of Antoine Doinel.
It is a story about growing up, in every sense of the word, growing
as a person, growing into an adult, changing. Heitor Dhalia is
changing as well as his characters; he is turning into a bonafied
good movie director.

Mariana Serapicos</p>
]]></description>			<link>http://cinema.arteblog.com.br/201851/Not-typical-at-all/</link>			<comments>http://cinema.arteblog.com.br/Not-typical-at-all-03092009-232442-lp-201851.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://cinema.arteblog.com.br/201851/Not-typical-at-all/</guid>			<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 23:24:42 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Adeus à infância]]></title>			<description><![CDATA[<p>Texto que foi
publicado no blog do Crítica Curta:</p>
<p>O filme
&ldquo;Silêncio e sombras&rdquo; é um conto de fadas
expressionista, uma animação que parece ter saído da mente de Tim
Burton, mas teve origem em um lugar mais tropical: o Paraná. O
trabalho em conjunto de Henrique Martins e Murilo Hauser faz com
que o poema de Goethe &ldquo;O rei dos elfos&rdquo; tome
forma.</p>
<p align="justify">      A paisagem é nórdica,
o tema é universal: uma criança abandona o conforto de sua
casa, a proteção que só nela encontra, para se aventurar na
floresta em um passeio a cavalo com seu pai.</p>
<p align="justify">      As figuras são frágeis,
literalmente frágeis, de porcelana, de vidro, podem quebrar a
qualquer instante. São a personificação da fragilidade da
existência humana. O pai tem uma luz dentro de si, uma lâmpada na
região do tórax, ao menor movimento essa luz que os guia na noite
pode se apagar.</p>
<p align="justify">      Pai e filho partem nessa
jornada mágica de autoconhecimento. O curta é uma curta metáfora
sobre a vida e a morte, adota símbolos para resumir a sua
narrativa. Uma magnólia é lançada no meio da noite e se despedaça,
essa flor encarna a brevidade da vida.</p>
<p align="justify">      A neve é um elemento
muito presente, evoca a pureza da infância, um novo caminho traçado
em meio ao branco. A neve também está presente em outro filme que
tem a infância como tema, &ldquo;Groelândia&rdquo;, da Mostra
Brasil 7.</p>
<p align="justify">      A música é um artifício
utilizado como fio narrativo, a escolhida é &ldquo;Erlkoenig&rdquo;
(O rei do elfos) de Schubert, que tem como inspiração o poema
homônimo de Goethe. Ela dá o tom dos oito minutos do filme,
acompanha a história, traça cada momento de emoção.</p>
<p align="justify">     A obra original culmina na morte
da criança, no curta ela é sugerida, é muito mais a morte da
infância, dos medos que a vida traz. A neve é esse universo
desconhecido que todos temos que adentrar. O final escolhido pelos
realizadores me pareceu mais poético do que o final do poema. É
poesia audiovisual.  </p>
<p>Mariana
Serapicos</p>
<p> </p>
<p align="justify"> </p>
]]></description>			<link>http://cinema.arteblog.com.br/197894/Adeus-inf-ncia/</link>			<comments>http://cinema.arteblog.com.br/Adeus-a-infancia-25082009-174952-lp-197894.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://cinema.arteblog.com.br/197894/Adeus-inf-ncia/</guid>			<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 17:49:52 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Festival Internacional de Curtas]]></title>			<description><![CDATA[<p>Vai até o dia 28 de agosto o 20° Festival Internacional de
Curtas. Eu faço parte do Crítica Curta, um projeto em que cinéfilos
e amentes do cinema e afins escrevem sobre os filmes presentes no
festival. Ontem fui assistir a Mostra Brasil 1 e 7, a 1 é ótima, a
7 nem tanto, mas na 7 se destaca o filme "Groelândia". Bem, para
quem quiser ler as críticas que o pessoal do Crítica Cura vai
escrever para o blog segue o link:
http://blog.kinoforum.org.br/</p>
<p> </p>
<p>Mariana Serapicos</p>
]]></description>			<link>http://cinema.arteblog.com.br/197253/Festival-Internacional-de-Curtas/</link>			<comments>http://cinema.arteblog.com.br/Festival-Internacional-de-Curtas-23082009-220849-lp-197253.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://cinema.arteblog.com.br/197253/Festival-Internacional-de-Curtas/</guid>			<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 22:08:49 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[O que faz um bom filme?]]></title>			<description><![CDATA[<p style="text-align: justify;">&ldquo;Inimigos Públicos&rdquo;, por onde
começar? Posso começar pelo fato de que não sou uma super fã do
Michael Mann, mas Mann está a frente de seu tempo. Não digo isso
como se o homem fosse um visionário, mas o cineasta que consegue
imaginar como mundo vai estar quando o filme estrear (meses ou até
anos depois da pré-produção) pensa a frente de seu tempo.
O que seria de Ninotchka se o pacto de não agressão não tivesse
sido assinado justo na época de seu lançamento? Seria um filme
pró-Alemanha, pró-nazismo, como o próprio Billy Wilder temeu que
ocorresse, pois antes do tratado, ser contra a União Soviética era
ser a favor dos nazistas.
 Ok, mas estou divagando...Tudo isso para falar que Michael
Mann sabia que a crise econômica chegaria! Minto...o próprio disse
que não podia imaginar, mas será que ser a frente de seu tempo não
envolve um pouco de sorte? A crise de 29, a crise de 2009...Acho um
paralelo interessante. Mesmo que o diretor afirme que a figura de
J.E. Hoover não tem nada de Bush e que as respectivas
&ldquo;Guerras Contra o Terror&rdquo; não passaram por sua cabeça
não deixa de chamar a atenção como a nossa História é cíclica, e
como um filme nunca é sobre a época que retrata, mas sim sobre a
época em que é feito.
Mann conta novamente a história de dois homens, dessa vez, em lados
opostos. Johnny Depp é John Dillinger, famoso ladrão de banco,
Christian Bale é Melvin Purvis, o homem visto através de seu
gatilho, &ldquo;the man who is out to get him&rdquo;. 
Depp interpreta o personagem charmoso, carismático, Bale é contido,
sério. Muitos acreditam que Heath Ledger roubou a cena de Bale em
&ldquo;Batman-The Dark Night&rdquo;, discordo, Ledger tinha o papel
mais espalhafatoso, ele &ldquo;tinha&rdquo; que roubar a cena, mas
isso não anula Bruce Wayne; o mesmo em &ldquo;Inimigos
Públicos&rdquo;, Depp é o homem que brilha, Bale é a sombra e eles
só existem juntos.
A utilização de câmeras digitais conferiu ao filme uma verdadeira
sensação de imersão, efeito que o próprio Michael Mann disse que
procurou obter. Bem...Ele conseguiu! Fazemos parte da gangue de
Dillinger e da equipe frustrada de Purvis ao mesmo tempo.
Marion Cottilard e Johnny Depp são o casal apaixonado, a mulher que
não tem nada a perder e o homem que...Ganha tudo! Uma das minhas
maiores birras de casais Hollywoodianos é que eu não acredito no
romance que acontece tão rápido e me parece tão mal construído. Em
&ldquo;Inimigos Públicos&rdquo; ele acontece num piscar de olhos,
mas você nunca duvida.
É um exemplo de boa escrita! Purvis para Dillinger: What keeps you
up at nights? Dillinger para Purvis: Coffee. O diálogo que sai da
boca dos atores tem uma razão de ser, não são palavras cuspidas na
tela, cada frase tem seu propósito. Os diálogos são costurados,
bordados talvez? Qual seria a melhor definição?
Bem, deu para ver que gostei do filme (eu não ganho comissão ok?).
É aquele filme divertido, entretenimento (por que não?) em que você
não sai mais burro, pelo contrário, aprende de uma maneira
alternativa. Aprende o que? No mínimo, o que constrói um bom filme
(na minha humilde opinião).</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;">Mariana Serapicos</p>
]]></description>			<link>http://cinema.arteblog.com.br/190890/O-que-faz-um-bom-filme/</link>			<comments>http://cinema.arteblog.com.br/O-que-faz-um-bom-filme--10082009-235444-lp-190890.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://cinema.arteblog.com.br/190890/O-que-faz-um-bom-filme/</guid>			<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 23:54:44 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>