<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[arteblog.com.br] bomdiaboatardeboanoite : <![CDATA[Logo do lado de fora.]]></title>		<link>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br</link>		<description><![CDATA[Logo do lado de fora.]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 23:23:38 +0200</pubDate>		<image>			<title>bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br</title>			<link>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br</link>			<url>http://staticblog.hi-pi.com//images/avatar.gif</url>		</image>		<item>			<title><![CDATA[Ridiculária, bagatela.]]></title>			<description><![CDATA[<p>Soneto 66</p>
<p>Farto de tudo, imploro a morte
sossegada
Quando vejo o valor vestido como um pobre
E com luxo trajado o miserável nada
E perjurada, por desgraça, a fé mais nobre
E vergonhosamente a honra mal situada,
E a virginal virtude em lama prostituída,
E por coxo execicício a força invalidada,
E a justa perfeição do apreço decaída,
E julgando a perícia a doutoral tolice,
E atando a língua da arte o arbítrio oficial,
E a mais simples verdade achada parvoíce,
E o bem seguindo preso o comandante mal:
Farto, eu queria já estar morto e descansado,
Se não deixasse meu amor abandonado.
(William Shakespeare)  - Traduzido por Péricles Eugênio da
Silva Ramos</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: 17.4pt;">Não consegui
deixar de pensar no soneto 66 de William Shakespeare quando li no
jornal: <span style="mso-spacerun: yes;"> "</span>Os atores
mirins de &lsquo;Quem Quer Ser um Milionário?', vencedor de 8
Oscars, continuam a viver na pobreza, na Índia. Apesar das
declarações do diretor do filme, Danny Boyle , de Rubina Ali e
Azharuddin Ismadi foram bem pagos para atuar, as crianças vivem em
péssimas condições em Mumbai."</p>
<p>&ldquo;Eles ganharam três vezes o salário médio anual de
um adulto para trabalhar um mês&rdquo;, tinha dito o
diretor.</p>
<p>"As
crianças vivem em barracos de madeira e suas famílias pedem ajuda.
A mãe de Azharuddin, Shameem Ismail, disse que precisa de dinheiro.
&ldquo;Precisamos de ajuda. É difícil viver assim. Tenho medo que
depois do Oscar ninguém mais pense na
gente&rdquo;.</p>
<p></p>
<p>[A
atriz mirim Rubina Ali: em favela de Mumbai e em cena do
filme]</p>
<p>A
família do menino está vivendo pior do que na época em que filmou,
já que sua casa, que era ilegal, foi demolida pelas autoridades. O
pai de Azharuddin costumava ter uma renda média de 3 mil rúpia (que
equivale a 40 dólares) vendendo madeira, mas, doente, não pode
trabalhar na maior parte dos dias. O pai de Rubina, que era
carpinteiro, quebrou a perna e também não tem podido trabalhar.
&ldquo;Eles deviam pagar mais às crianças. O filme tem feito muito
sucesso e o que eles nos deram não foi
nada&rdquo;.</p>
<p>"Das
seis crianças que atuaram no filme, Rubina e Azharuddin são os dois
únicos que vieram de uma classe mais baixa."</p>
<p>Fonte : <a title="slum" href=
"http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1011091-9798,00-ATORES+MIRINS+DE+QUEM+QUER+SER+UM+MILIONARIO+VIVEM+NA+POBREZA+NA+INDIA.html"
target="_blank">Globo.com</a></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: 17.4pt; text-align: justify;">
 </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: 17.4pt; text-align: justify;">
 </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: 17.4pt; text-align: justify;">
Onde fica a árvore do cabo verde em Mumbai? O que é tudo
quando a miséria é a singular propriedade? O bem adquirido é tudo
que o mundo ouviu falar, mas as noticias fadigam no meio do caminho
assim como o viajante que precisa dispensar o máximo de peso para
seguir o destino no decorrer de sua jornada, caminho tão
árduo que o único peso que segue é o de seu corpo, e na chegada a
terra natal percebe que toda a beleza que contemplou um dia
para se tornar noticia, em Mumbai, será um recado surdo e sempre um
sonho muito breve para seu povo de sono
leve.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: 17.4pt; text-align: justify;">
                                                                            <em>Jerônimo
de Lima</em> <span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: 17.4pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt 18pt; text-indent: 17.4pt;"> </p>
<p>adcode--></p>
]]></description>			<link>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/167756/Ridicul-ria-bagatela/</link>			<comments>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/Ridicul-ria--bagatela--15062009-212028-lp-167756.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/167756/Ridicul-ria-bagatela/</guid>			<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 21:20:28 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[O impressionismo]]></title>			<description><![CDATA[<p></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Estamos diante de uma atitude próxima do realismo, mas que também se aproxima de uma idéia idealista; esse é o ponto de partida , o percurso está direcionado a um surgimento de estudo apontado a uma idéia de dificil classificação. Durante o século XIX  ocorreram na Europa importantes mudanças sociais e econômicas. Os ares eram de crise. Por outro lado, o desenvolvimento tecnológico estava em pleno processo de metamorfóse evolutiva, tecnologia e  moda surgiam como a salvaçãode uma sociedade desgastada por idéias já adormecidas, os artistas acolheram as novas idéias mergulhando em um mar de novos critérios de gosto estético. Essa nova metamorfóse cultural baseava sua intensidade no sentimento de impressão imediata   </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span>Quanto à linguagem, assinalam os estudiosos os seguintes traços, que, no seu conjunto, caracterizam o impressionismo:</p>
<ul style="margin-top: 0cm;" type="disc">
<li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt;">Abandono da estrutura regular da frase, da ordem lógica;</li>
<li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt;">Preferência pela ordem inversa, idéia solta que não se liga a outra de modo sintático;</li>
<li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt;">Supressão de conjunção, liberando a frase;</li>
<li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt;">Emprego freqüente do modo imperfeito nas formas verbais;</li>
<li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt;">Uso acentuado de metáforas e comparações;</li>
<li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt;">Linguagem expressiva, colorida e sonora;</li>
<li class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 36.0pt;">Liberdade de expressão, riqueza de imagens.</li>
</ul>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span>As obras do impressionismo mostram uma idéia voltada para valorização da vida intelectual, que em determinado momento remodela a vida cotidiana. O impressionista liquefaz a realidade certa e lhe confronta um caráter de algo não terminado, transformando a imagem natural em um nascer de presente continuo. Surge ai um espectador que não quer apenas apreciar o andamento do mundo e de suas imagens, prefere descobrir a realidade a sua maneira.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span>Como &ldquo;fundadores e representantes típicos do novo estilo&rdquo; costumam ser apontados os irmãos Edmond (1822-1896), entre os escritores representativos do movimento destacam-se: Henry James (1843-1916), Pierre Loti (1850-1923), Joseph Conrad (1857-1924), Anton Tchecov (1860-1904), Stephen Crane (1871-1900), Marcel Proust (1871-1922), Katherine Mansfield (1888-1923), Thomas Wolfe (1900-1938) e Fialho de Almeida (1875-1911)</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span>No Brasil, o professor e crítico Afrânio Coutinho, o primeiro a propor o emprego do termo na divisão de nossa história literária, aponta como expressão mais alta a de Raul Pompéia e assim se expressa:</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span>&ldquo;No Brasil, a primeira grande repercussão do Impressionismo é em Raul Pompéia. Logo após formar o espírito na doutrina do Naturalismo, recebeu a influência da estética simbolista e só encontrou plena e satisfatória expressão dentro dos cânones do Impressionismo. A evolução de Machado de Assis revela uma independência em relação aos postulados do Naturalismo positivista que o conduz ao mesmo clima impressionista, característico de sua fase final. Graça Aranha denota, em Canaã, a mesma impregnação impressionista, e, como ele, outros escritores da época não puderam escapar do dualismo &ndash; de um lado os traços do Realismo (ou mesmo Naturalismo), do outro a influência simbolista. Coelho Neto, Afrânio Peixoto e muitos outros escaparam, por certos aspectos, das classificações comuns, traem a forma impressionista&rdquo;.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style="mso-tab-count: 1;">            </span>O Impressionismo nas obras de literatura Brasileira situa-se com mais precisão e coerência em livros como <em style="mso-bidi-font-style: normal;">O Ateneu, </em>de Raul Pompéia; <em style="mso-bidi-font-style: normal;">Esaú e Jacó, </em>de Machado de </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Assis; entre outras obras dos autores citados por Afrânio Coutinho.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><em>Jerônimo de Lima</em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p> </p>]]></description>			<link>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/88511/O-impressionismo/</link>			<comments>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/O-impressionismo-14092008-015744-lp-88511.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/88511/O-impressionismo/</guid>			<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 01:57:44 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Pacote do silêncio]]></title>			<description><![CDATA[<p>     </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Nessa completa ausência
de ruídos, abstenção voluntária do falar, busquei em minha
imaginação um pequeno fardo embrulhado de idéias. Poderia ter um
significado muito relevante se não me calasse, mas sinto a
taciturnidade me acolher em sua simples sala de estar, não há
melancolia nem espera por aqui, os conceitos criados por outras
idéias ainda não se estenderem mediante a tanto "fascine". Tudo já
está armado e não vejo nenhuma sala branca com poltronas estufadas,
o que vejo é uma simples barraca com cadeiras de praia, onde já a
primeira vista me perco em sua estrutura superior ao perceber que a
antiga colcha de lã, que me serviu como ninho outra hora, ainda
pode me acolher por aqui. Nessa qualidade tranqüila e suave irei me
asilar.</p>
<p> .  </p>
<p>                                                      </p>
<p>                                                                                                                                
<em>Jerônimo de Lima</em></p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/63107/Pacote-do-sil-ncio/</link>			<comments>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/Pacote-do-silencio-13052008-235913-lp-63107.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/63107/Pacote-do-sil-ncio/</guid>			<pubDate>Tue, 13 May 2008 23:59:13 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[...]]></title>			<description><![CDATA[<p>Quando a alegria não adiantar e a
trizteza predominar, então saberei que essas são amigas
inseparáveis. E quando uma está sentada do nosso lado a outra
espera no vazio em equilíbrio. A maior parte do
nosso sofrimento nos encontra por vibrações das próprias
escolhas, então por que temer escolhas e
palavras  que conhecemos tão bem
em pensamentos. Pensamento que é como um felino
angustiado em uma prisão onde a palavra  é
a  chave que o libertará do quarto branco que
impedi sua expansão ao mundo. Quem se sente mau por saber
que nós somos o senhor do nosso próprio destino?</p>
<p><em>Jerônimo de
Lima</em></p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/50288/_/</link>			<comments>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/----04032008-043309-lp-50288.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/50288/_/</guid>			<pubDate>Tue, 04 Mar 2008 04:33:09 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[O peso da razão]]></title>			<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Há
uma balança e alguns cálculos que comparam valor com valor,
embora justos perante as leis entre
mecanismo e resultado, os delitos surgem como um filho rejeitado. O
mesmo que conhece a realidade de seu repouso, não evita o caminho
das serpentes e pouco confia em tais valores. Frequentemente tenho
ouvido falar em delitos, muitos tipos deles, realizados por pessoas
que parecem intrusos em nosso meio de vida, eles acabam optando por
tais atos com a concordância secreta da sociedade, assim como o
outono não leva as folhas da árvore sem a concordância da própria
árvore. Por que se fosse possível ver toda a transparência nos
caminhos junto ao sol, veríamos como ambos foram criados no mesmo
quintal e a diferença que os supera é o mal que os unirá
novamente.</p>
<p><em>Jerônimo de
Lima</em></p>
]]></description>			<link>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/50160/O-peso-da-raz-o/</link>			<comments>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/O-peso-da-raz-o-03032008-201548-lp-50160.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://bomdiaboatardeboanoite.arteblog.com.br/50160/O-peso-da-raz-o/</guid>			<pubDate>Mon, 03 Mar 2008 20:15:48 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>