<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[arteblog.com.br] bilazinhadamamae : <![CDATA[Bilazinha da Mamãe na era digital!]]></title>		<link>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br</link>		<description><![CDATA[Bilazinha da Mamãe na era digital!]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:13:32 +0200</pubDate>		<image>			<title>bilazinhadamamae.arteblog.com.br</title>			<link>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br</link>			<url>http://static.blogstorage.hi-pi.com/arteblog.com.br/b/bi/bilazinhadamamae/images/mn/1254248213_regular.jpg</url>		</image>		<item>			<title><![CDATA[Loucura, loucura!]]></title>			<description><![CDATA[<p>Ainda falta trabalho. Conclusão inevitável a que chegamos nos
últimos ensaios. E muito trabalho! Para atualizá-los dos últimos
acontecimentos, basta contar que voltamos a ensaiar as cenas
iniciais, como fazíamos no começo e...surpresa... elas estão
parando e parando e parando. O motivo esbarra, ainda, na falta do
texto, no clown pessoal que muitas vezes some e, como consequência
de tudo isto, falta ritmo ao espetáculo.</p>
<p>Não sabemos quando vamos estrear. Espero que em breve.
Alguns arriscam 2011. Hehe. Brincadeira. Mas não há previsão.
Minha opinião? Não tardará. Confio no trabalho dos palhaços e penso
que, ultrapassadas algumas barreiras como a falta de tempo de
alguns para estudar o texto, o espetáculo vai ficar pronto, mais
cedo que alguns esperam.</p>
<p>O Joaquim tem descoberto novas marcações. O diretor Marton Maués
tem me dado uns toques interessantes, para me posicionar melhor na
cena. Adoro quando param uma cena em que estou, para aprimorá-la. O
silêncio do diretor me deixa na maior dúvida. Gira na minha
cabeça mil abobrinhas: "Está saindo direito?? Ande, fale
alguma coisa!". Coisas de aprendiz...</p>
<p>Quero destacar, ainda, alguns personagens
tão interessantes quanto inusitados. Trata-se dos loucos,
que andam aparecendo cada vez mais para assistir nosso ensaio. Não
só assistem, como interferem. Já não sei se são loucos ou uma
platéia mais corajosa e desinibida. O fato é que causam certo
temor, ao mesmo tempo em que às vezes compõem a comicidade do
espetáculo. Ontem, um deles queria usar as baquetas do
instrumento. Convenci-lhe a devolver as baquetas, sentando-se ao
meu lado, em cena. O ar maltrapilho combinava com Mestre
Joaquim. Aí, não sei se acidentalmente, ele quase
aplicou-me uma vassourada no nariz. Fiquei com certo medo, só
consegui responder, meio áspero: "Violência não!". Rsrs. Tiraram-no
de lá e eu até levei uma bronca por tê-lo deixado ficar. Logo em
seguida, a guarda municipal, atendendo à velha ordem do "vigiar e
punir", apareceu na área, cercando o elemento. O louco saiu
correndo, gritando: "Deixa pra lá, deixa pra lá!". E não sei viu
mais aquele sujeito magro, negro, maltrapilho e tachado de louco,
que estivera atrapalhando o ensaio, com falas fora de hora e,
muitas vezes indecorosas. Uma figura...</p>
<p>Rua é assim mesmo... Uma loucura!</p>
]]></description>			<link>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/232503/Loucura-loucura/</link>			<comments>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/Loucura--loucura--18112009-174405-lp-232503.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/232503/Loucura-loucura/</guid>			<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 17:44:05 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Nariz encarnado]]></title>			<description><![CDATA[<p>Os Palhaços Trovadores completaram onze anos de existência. A
festa ontem foi lindíssima, nos divertimos como crianças. Ou nem
tanto... De qualquer forma, prendi o choro na hora dos parabéns,
quando compartilhei daquela alegria com eles. Apaixonante. Senti
vontade de escrever aqui uma pequena homenagem ao aniversário do
grupo. Um poema singelo sobre paixão, que escrevi após
apresentar com eles pela primeira vez, ano passado, "A morte do
Patarrão". Lá vai:</p>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Quero dizer-te, nariz encarnado, dos meus sentimentos por
ti</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Não sei por que, mas me peguei estes dias a
pensar</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">E quase sem querer, conclui</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Que te amo perdidamente e ouso me declarar</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Tu me fizeste mais sincera, me trouxeste
alegria</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Tornaste a vida mais leve, por uma ou duas horas
talvez</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Quase virei criança, entrei numa doce
nostalgia</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Conheci meu ridículo, esqueci a lógica e a
sensatez</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Quando estou contigo, por breves instantes,</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">As horas passam devagar e os números,
saltitantes,</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Ganham, cada um, uma cor, ao som de uma trova ou
gargalhada</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Eu me pego de olhos grandes, maquiada</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Ganhando beijos e choro de criança, brincando,
assanhada</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Meu nariz querido, meu nariz encarnado</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Ninguém toca nessa hora</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Meu nariz tão lindo, meu nariz sagrado</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">De longe, manda todo pesar embora</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">E faz a gente pensar que paixão acontece a qualquer
hora</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Que a dor passa e não existe desamor</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">Fica só essa doce sensação que tenho contigo</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">De amar, de voar, de encontrar um velho amigo</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"text-align: center; margin: 0cm 0cm 10pt;" align="center">
<span style="font-family: "Comic Sans MS";">De ser um exagero mais gostoso de quem sou</span></p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/228792/Nariz-encarnado/</link>			<comments>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/Nariz-encarnado-09112009-020230-lp-228792.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/228792/Nariz-encarnado/</guid>			<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 02:02:30 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[O Mão-de-vaca]]></title>			<description><![CDATA[<p>Enfim, um espaço na minha vida conturbada para contar um pouco
sobre como anda a montagem de O Avarento. Ao que tudo indica,
inclusive, o nome é "O mão-de-vaca", segundo escolha do público na
comunidade dos Palhaços Trovadores no orkut. Passem por lá, ainda
há tempo! Esta semana ensaiamos pela primeira vez a segunda metade
do espetáculo. Pensamos que voltaríamos ao zero. Mas...supresa! O
fim do espetáculo ganhou uma energia maravilhosa. Demoramos algum
tempo para conseguir, com a primeira parte, o que já aconteceu
desde o primeiro ensaio da outra metade. Descobri que o Joaquim
pode fazer o que sempre desejou: estar com o público. Uma enorme
satisfação poder estar misturada, lá no meio. Me diverti horrores!
Todavia, ainda temos muito trabalho pela frente. Desde a
apresentação pública na Escola de Teatro e Dança da UFPA, onde a
diretora Wlad Lima sugeriu uma mudança, descobrimos um dado novo
para a montagem. Ela propôs que os palhaços que não estão agindo na
cena principal utilizem onomatopéias que dialoguem com a ação
central. Sabem aqueles ruídos que surgem lá de trás e contribuem
para a comicidade do espetáculo? Então. Adoramos a sugestão. O
difícil é nos controlarmos para medir nossa empolgação e saber como
e onde fazer os sons, pra não interferir na cena principal.
Confesso: tenho dificuldades! Bem, dificuldade é comigo mesmo.
Estou no meio de um grupo que completa onze anos de existência, com
muita graça no que faz. Enquanto eu, a convidada, tento aprender
alguma coisa às terças e quintas. É mole? Em tempo, apresento-lhes
o figurino do Joaquim, gentilmente desenhado pelo Anibal Pacha,
nosso figurinista. A-m-e-i!</p>
]]></description>			<link>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/227987/O-M-o-de-vaca/</link>			<comments>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/O-M-o-de-vaca-06112009-154906-lp-227987.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/227987/O-M-o-de-vaca/</guid>			<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 15:49:06 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[As três mangas]]></title>			<description><![CDATA[<p>Eis aqui os dois empregados do Sr. Harpagon, o avarento: Joaquim
e La Flèche. Eles não são uma gracinha? Os nomes, porém, não nos
agradam. Eles deverão mudar e a escolha do público é fundamental...
Ajudem-nos! Quinta-feira ouvimos algumas sugestões. A Suani,
palhaça para assuntos de língua francesa, está fazendo um estudo do
significado dos nomes no texto original, o que deve ajudar
bastante.</p>
<p>Mas o melhor do ensaio foi outra coisa...Três, repito, três
mangas caíram durante o tempo em que estivemos lá, e me deixaram
muito feliz. São suculentas, as danadas. Só espero que não nos
atinjam na cabeça.</p>
<p>Enquanto não sou "mangueada", andei pensando. Joaquim poderia
chamar-se Severino...O que acham? Ele é cozinheiro e cocheiro na
casa e ainda serve de juiz em algumas desavenças internas. Faz
de tudo, o coitado. Vejamos o que o público dirá.</p>
<p> </p>
<p> </p>
]]></description>			<link>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/214838/As-tr-s-mangas/</link>			<comments>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/As-tres-mangas-04102009-030954-lp-214838.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/214838/As-tr-s-mangas/</guid>			<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 03:09:54 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Sobre o público e a chuva]]></title>			<description><![CDATA[<div>Outro dia abri meu email e dei de cara com a sguinte pergunta
do querido e amado diretor dos Palhaços Trovadores, Marton
Maués:</div>
<div>"Amores, gostaria que vcs descrevessem para mim, de forma bem
aberta e franca, sem amarras, como tem sido para vcs ensaiar na
praça na frente das pessoas... soltem o verbo! quem tiver blog,
publique no blog, quem não tiver, mande para meu e-mail.
bjs</div>
<div>Em princípio, ia deixar minha resposta guardada, mas ele
tratou de publicá-la em seu blog, junto com as respostas dos outros
palhaços. Então, vou compartilhar com vocês um pouco o que sinto a
respeito dos ensaios abertos, já que no ensaio de ontem (quase
impedido por uma forte chuva que refrescou Belém) lembrei-me muito
disto. Lá vai:</div>
<div>De cara com o público! É estranho, sem dúvida. Eles agora
conhecem meus podres, antes restritos ao grupo. Eles vêem quando eu
erro, quando esqueço o texto e podem perceber o quanto eu sou
inexperiente e desajeitada, ao comparar com os outros. No entanto,
de alguma forma me fazem bem. O público me ajuda a ser mais
sincera, a improvisar sem pensar muito. "O avarento" no papel e na
sala de ensaio é bem diferente daquele diante dos olhos dos outros.
Só então eu pude sentir a energia do espetáculo que estamos nos
propondo a fazer, através de expressões de tédio, diversão,
curiosidade, entre outras, que os olhares me emprestam. Eles são
meu espelho e, assim me vendo de perto, eu me sinto mais a vontade
para ajustar meu corpo, minha movimentação e ser, de fato, o
personagem, sem reservas, já que estão expostas as minhas
fraquezas. Ali, na praça, não posso fingir nada, se não os
olhares atentos percebem; só me resta então assumir minhas
dificuldades, meu ridículo, e encará-los para saber quem sou, como
sou.</div>
<div>Soma-se a essas coisas o fato do texto ser cheio de
momentos de conversa com o público e talvez por isso não havia
outro modo de desenvolvê-lo se não permitindo-se conversar. Sinto
que os ensaios abertos têm ajudado meu personagem a ganhar
comicidade e se expôr sem medo. Também percebo isso no restante do
grupo. Acho preciosas as contribuições ao final, embora ainda
tímidas, porque nos ajudam a regular a temperatura do que estamos
construindo. Esses olhares de fora são um porto seguro para mim,
minha chance de não ter medo de ser estranha, como
eles. </div>
<div>
Havia muita gente diferente ontem na praça. Entretanto, um grupo de
rapazes chamou minha atenção. Eles riram do meu personagem, o
Joaquim. E riram pra valer. Notei que eles gostaram dos
momentos de rabugice dele, dos momentos em que ele permanece sério,
mesmo com tudo o que acontece ao redor. Infelizmente, eles foram
embora ao final, antes de ouvimos o feed back. Mas guardei a
percepção... E o interessante é que ontem eu estava um pouco
preguiçosa para ensaiar, achei que não fosse fluir e senti medo do
público. Eis que eles me dão uma indicação para o trabalho!
Adooooooro.</div>
<div>O públco é, de fato, nosso algoz e, ao mesmo tempo, parceiro.
Temos ainda muito o que ouvir. </div>
<div>Em tempo, preciso destacar que a chuva parece ter deixado as
mangueiras da praça um tanto violentas. Despencavam mangas e mais
mangas, tentando acertar nossas cabeças, durante todo o ensaio.
Tentativa de homicídio ou casualidade da natureza? hummmm.</div>
]]></description>			<link>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/213362/Sobre-o-p-blico-e-a-chuva/</link>			<comments>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/Sobre-o-p-blico-e-a-chuva-30092009-114514-lp-213362.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://bilazinhadamamae.arteblog.com.br/213362/Sobre-o-p-blico-e-a-chuva/</guid>			<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 11:45:14 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>