<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0">	<channel>		<title>[arteblog.com.br] arteonirica : <![CDATA[Arte Onírica]]></title>		<link>http://arteonirica.arteblog.com.br</link>		<description><![CDATA[Arte Onírica]]></description>		<language>br</language>		<copyright>Copyright (c) 2006, Hi-pi</copyright>		<generator>Hi-pi RSS 2.0 generator</generator>		<docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs>		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 01:35:40 +0200</pubDate>		<item>			<title><![CDATA[As Letras Iluminadas da Idade Média]]></title>			<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; text-align: justify;">
 </p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; text-align: justify;">
<span style="color: black;">A
<strong><span style="mso-bidi-font-weight: normal;">sabedoria
medieval</span></strong> era voltada para o desenvolvimento do
<strong><span style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">espírito</span></strong> e nenhuma
forma de saber deveria ser desvalorizada. Foi justamente por essa
abertura sem limites às diversas fontes de conhecimento, que a
Igreja Católica perseguiu levando à fogueira aquelas que julgava
anti-cristãs. Obviamente, o domínio da leitura e da escrita, então
majoritariamente em <strong><span style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">Latim</span></strong>, era
privilégio para poucos. Até tempos bem recentes, os nascidos em
famílias menos favorecidas, que desejavam uma maior instrução,
entravam para o sacerdócio, onde teriam acesso ao estudo e ao ócio
necessário ao pensamento. Na Idade Média, então, eram os mosteiros
os redutos da cultura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; text-align: justify;">
<span style=
"color: black;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; text-align: justify;">
<span style=
"color: black;">Entretanto, com o tempo, os domínios da cultura
ultrapassaram os mosteiros e ganharam novos adeptos, homens
<em><span style="mso-bidi-font-style: normal;">vulgares</span></em>
que falavam e logo começaram a escrever em suas
<strong><span style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">línguas</span></strong>
<em><strong style="mso-bidi-font-weight: normal;"><span style=
"mso-bidi-font-style: normal;">vulgares</span></strong></em>.
Talvez, o mais famoso deles, seja <strong><span style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">Dante Alighieri</span></strong>
(1265-1321). Ele é considerado o primeiro e maior poeta da língua
italiana por ter ousado escrever com a língua falada. É na Idade
Média, portanto, que se estabelecem as <strong><span style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">línguas nacionais</span></strong>,
a partir dos reinos fortes e duradouros, que vieram a formar o que
hoje são as Nações. Existia, assim, o latim, herdado do Império
Romano; e as línguas vulgares faladas pelo povo, que em cada região
tornavam-se únicas devido às misturas específicas pelas quais
passavam. De modo que cada língua tem sua história e suas heranças.
Quando ainda não se ousava escrever em outra língua que não o
latim, Dante entre outros, como veremos abaixo, passaram a
registrar novas gramáticas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; text-align: justify;">
<span style=
"color: black;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; text-align: justify;">
<span style=
"color: black;">Os escritos medievais eram sempre iluminados, de
modo que ora as palavras eram realçadas pelas imagens, ora o
inverso, sendo as imagens realçadas pelas palavras. Letra e imagem
compunham um mesmo espaço de modo artesanal e artístico, como na
linguagem hermética da <strong><span style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">Alquimia</span></strong> ou da
<strong><span style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">Cabala</span></strong>. A estética
das palavras estava intimamente relacionada à estética das imagens;
e as iluminuras, com suas miniaturas, são características deste
período justamente por esta singularidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; text-align: justify;">
<span style=
"color: black;"><span style=
"mso-spacerun: yes;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; text-align: justify;">
<span style=
"color: black;">A <strong><span style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">iluminura</span></strong> acima
retrata o filósofo medieval <strong><span style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">Ramon Llull</span></strong>, que
conversa com seu discípulo Thomas Lê Myésier a respeito de seus
livros (detalhe da <span style=
"text-decoration: underline;">miniatura 11</span> do
<em><span style=
"mso-bidi-font-style: normal;">Breviculum</span></em>, perg. 92).
Ramon Llull, que está sendo recentemente estudado e traduzido por
diversos grupos de estudos medievalistas, nasceu em 1232, e é
originário de Palma de Maiorca. Falecido em 1316, foi um dos
autores mais prolíficos da Idade Média, tendo escrito cerca de 300
obras sobre educação, retórica, gramática, lógica, ética,</span>
<span style="color: black;">botânica,
filosofia, teologia, música, astronomia e política; escrevendo
inclusive uma autobiografia, <em>Vida Coetânea.</em>
<em><span style=
"font-style: normal; mso-bidi-font-style: italic;">Na idade
aproximada dos trinta anos, converteu-se ao cristianismo, tomando
como missão a evangelização, que acreditava ser possível através do
amor e do diálogo. Fez diversas viagens ao oriente, onde tentou
através da lógica do discurso dialogar com os muçulmanos para os
fazer crer na Santíssima Trindade. Chegou a ser preso e quase
condenado à morte pelos muçulmanos que tentava converter com seu
discurso cristão. Numa destas viagens ao oriente, e</span></em>ntre
1301 e 1307, Llull escreveu as seguintes obras</span> <span style=
"color: black;">(<em><span style=
"mso-bidi-font-style: normal;">Muçulmanos e cristãos no diálogo
Luliano</span></em>, Ricardo da Costa, in:</span>
<strong><a href=
"http://fs-morente.filos.ucm.es/publicaciones/anales/19/costa.pdf"
target="_blank"><span style="color: windowtext;">Anales del
Seminario de Historia de la Filosofía</span></a></strong>
<span class="notas1"><a href=
"http://fs-morente.filos.ucm.es/publicaciones/anales/19/costa.pdf"><span style="color: windowtext;">
(UCM), vol. 19 (2002) p.
67-96</span></a>.):</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; text-align: justify;">
 </p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;">
<span style="font-size: 10pt;">1. <em><a href=
"http://www.ricardocosta.com/textos/retoricanova.htm"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">Rhetorica
nova</span></a></em>,
2. <em>Liber de natura</em>,
3. <em>Libre què deu hom creure de Déu</em> (<em>Liber quid debet
homo de Deo credere</em>),
4. <a href=
"http://www.ricardocosta.com/grupos/proverbi.htm"><em><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">Mil Proverbis</span></em></a>,
5. <em>Lògica nova</em>,
6. <em>Disputatio fidei et intellectus</em>,
7. <em>Liber de lumine</em>,
8. <em>Liber de regionibus sanitatis et infirmitatis</em>,
9. <em>Ars de jure</em>,
10. <em>Liber de intellectu</em>,
11. <em>Liber de voluntate</em>,
12. <em>Liber de memoria</em>,
13. <em>Liber ad probandum aliquos articulos fidei catholicae per
syllogisticas rationes</em> (=<em>Liber de syllogismis</em>),
14. <em>Liber de significatione</em>,
15. <em>Liber de consilio</em>,
16. <em>De investigatione actaum divinarum rationum</em>,
17. <em>Liber de praedestinatione et libero arbitrio</em>,
18. <em>Liber de praedicatione</em> (=<em>Ars magna
praedicationis</em>),
19. <em>Liber de ascensu et descensu intellectus</em>,
20. <em>Liber de demonstratione per aequiparantiam</em>,
21. <em><a href=
"http://www.ricardocosta.com/textos/livrodofim.htm"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">Liber
de fine</span></a></em>,
22. <em>Liber pracdicationis contra judaeos</em> (=<em>Liber de
erroribus judaeorum</em>, ou <em>Liber de Trinitate et
Incarnatione</em>),
23. <em>Liber de Trinitate et Incarnatione</em>,
24. <em>Lectura Artis quae intitulatur Brevis practice Tabulae
generalis</em>,
25. <em><a href=
"http://www.ricardocosta.com/textos/artebreve.htm"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">Ars
brevis</span></a></em> (<em>Art breu</em>),
26. <em>Ars brevis juris civilis</em> (= <em>Ars brevis quae est de
inventione mediorum juris civilis</em>),
27. <em>Liber de venatione substantiae, accidentis et
compositi</em>,
28. <em>Ars generalis ultima</em>,
29. <em>Disputatio Raymundi christiani et Hamar saraceni</em> (=
<em>De fide catholica contra sarracenos</em>),
30. <em>Liber de centum signis Dei</em>,
31. <em>Liber clericorum</em> (<em>Libre de clerecia</em>) (BONNER,
1989, vol II: 564-569).</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;">
 </p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; text-align: justify;">
<span style="color: black;">O
exemplo serve, sobretudo, para mostrar o clima de efervescência
intelectual propiciado pela Idade Média enquanto berço formador
tanto das línguas nacionais como das primeiras academias e grêmios
que possibilitaram o esplendor cultural e artístico do
Renascimento.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"background: white; margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 19.2pt; text-align: justify;">
 </p>
]]></description>			<link>http://arteonirica.arteblog.com.br/112146/As-Letras-Iluminadas-da-Idade-Media/</link>			<comments>http://arteonirica.arteblog.com.br/As-Letras-Iluminadas-da-Idade-Media-08122008-134938-lp-112146.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://arteonirica.arteblog.com.br/112146/As-Letras-Iluminadas-da-Idade-Media/</guid>			<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 13:49:38 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Da Arte dos Mosteiros aos Castelos e Catedrais]]></title>			<description><![CDATA[<p> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;">A Idade
Média continua sendo tratada, em muitos estudos superficiais, como
um período de obscurantismo e barbáries. Entretanto, pesquisadores
têm redescoberto a riqueza medieval através de traduções de
manuscritos que revelam um período de vasta produção intelectual e
de efervescência filosófica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;">Inicialmente, o domínio da escrita latina era
restrito aos <strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">monges
copistas</strong>, responsáveis ora pela tradução, ora pela
compilação de originais da filosofia grega e latina da Antiguidade
clássica. Entre os séculos V e XII, os redutos da cultura na Europa
ocidental estavam reservados aos mosteiros. A atividade monástica
de então está bem retratada no romance histórico <em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">O nome da rosa</em> de Umberto Eco.
Portanto, com a caída do Império Romano e o surgimento da Idade
Média, a figura do artista sofreu uma regressão, principalmente em
se tratando do período inicial da Idade Média. Podemos ressaltar
três fatores de importância crucial para a desvalorização da figura
do artista neste período: primeiramente, em termos teóricos, a
estética cristã, conforme Santo Agostinho e seguindo Platão,
continuaram a sobre valorizar a música e a poesia em detrimento da
escultura e da pintura. Também a liberdade de criação, conquistada
pelo artista clássico, sendo substituída pela cópia e repetição de
formas estabelecidas anulou a possibilidade de renovação artística.
Ainda mais que a severa moral cristã desses primeiros séculos
impossibilitava a criação de um mercado de arte com coleções,
encomendas e modas como acontecera durante o Império
Romano.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;">Assim,
somente na Alta Idade Média a figura do artesão medieval pode ser
dissociada dos mosteiros. Principalmente a partir do <strong style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">Império Carolíngio</strong> em que
Carlos Magno, inspirado da Roma antiga, assumiu um projeto imperial
e universal, o que favoreceu à centralização da arte. Com as
mudanças carolíngias o trabalho artístico dos mosteiros deixou de
ser interno, de modo que os mosteiros se converteram em centros de
ensino e aperfeiçoamento para artesãos que realizavam trabalhos
itinerantes em cortes e feudos, e posteriormente, nas primeiras
cidades medievais. Foi graças a esses trabalhos itinerantes que o
estilo Românico se desenvolveu e pôde ser internacionalizado
durante a Idade Média.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;">Com o
aparecimento das cidades medievais, durante os séculos XII e XIII,
tanto a situação do artista-artesão quanto o panorama da arte
européia de então mudaram drasticamente. Durante um período de
transição, houve certa rivalidade entre os centros tradicionais de
formação artística dos mosteiros e as novas lojas, que a formação
das cidades havia possibilitado aparecer. Logo os artesãos
seculares das cidades substituíram definitivamente os monges e os
estilos <strong style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">Bizantino</strong> e <strong style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">Românico</strong> deram lugar ao
<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Gótico</strong>.
Assim, a construção de mosteiros e igrejas rurais cedeu lugar às
grandes catedrais urbanas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;">A imagem
acima é do interior da <strong style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">Basílica de São Marcos</strong>. A
mais famosa das igrejas de Veneza tem sua história mesclada com a
miscelânea da Idade Média. Localizada na Praça de São Marcos
(Piazza di San Marco), ao lado do <a title="Palácio do Doge"
href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_do_Doge"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">Palácio dos Doges</span></a> &ndash; primeiros magistrados da
República veneziana - a <a title="Basílica" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">basílica</span></a> é a sede da <a title="Arquidiocese" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquidiocese"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">arquidiocese</span></a> <a title=
"Catolicismo romano" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Catolicismo_romano"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">católica romana</span></a> de Veneza desde 1807. São Marcos
Evangelista foi o único que não conheceu Jesus, mas pregou seu
evangelho a partir do que escutava dos outros evangelistas. A
construção, temporária, da primeira igreja no local foi no ano de
828, já no Palácio dos Doges, a partir das supostas relíquias de
São Marcos trazidas de Alexandria por mercadores venezianos. Em
832, um novo edifício foi erguido, no local da atual basílica; esta
igreja foi incendiada durante uma rebelião em 976, reconstruída em
978 e, mais uma vez, em 1063, no que viria a ser a base do atual
edifício.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;">A igreja
apresenta uma planta em <a title="Cruz (símbolo)" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruz_(s%C3%ADmbolo)"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">cruz</span></a> grega, baseada nos exemplos da <em style=
"mso-bidi-font-style: normal;"><a title="Hagia Sophia" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Hagia_Sophia"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">Hagia
Sophia</span></a></em> (transformada em mesquita em 1453, e museu
em 1935) e da <a title="Igreja dos Santos Apóstolos" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_dos_Santos_Ap%C3%B3stolos"><span style="color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">
Basílica dos
Apóstolos</span></a>,
ambas em <a title="Constantinopla" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Constantinopla"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">Constantinopla</span></a>. Possui um <a title=
"Coro (arquitectura)" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Coro_(arquitectura)"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">coro</span></a> elevado acima de uma <a title="Cripta" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Cripta"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">cripta</span></a>. A planta do interior consiste em três <a title=
"Nave (arquitectura)" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Nave_(arquitectura)"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">naves</span></a> longitudinais e três transversais. Um baldaquino cobre o
<a title="Altar" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Altar"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">altar</span></a> principal, com colunas decoradas com <a title=
"Relevo (escultura)" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Relevo_(escultura)"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">relevos</span></a> do século XI. O <a title="Retábulo" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Ret%C3%A1bulo"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">retábulo</span></a> é a famosa Pala d´Oro - um trabalho em metal bizantino de
1105. Atrás do altar principal há um segundo altar com colunas
de <a title="Alabastro" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Alabastro"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">alabastro</span></a>. Os cercados do coro, acima dos quais há três relevos de
Sansovino, apresentam obra de <a title="Marchetaria" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Marchetaria"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">marchetaria</span></a> de Sebastiano Schiavone. Os dois púlpitos de
<a title="Mármore" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rmore"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">mármore</span></a> da nave são decorados com estatuetas dos irmãos
Massegne (1394).</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;">Apesar de a
estrutura básica do edifício ter sido pouco alterada, cada século
contribuiu para o seu adorno. Os navios mercadores vindos do
oriente, principalmente, no século XIV, traziam colunas, capitéis,
frisos e esculturas, muitas delas mais antigas que a própria
Basílica. Aos poucos, a alvenaria exterior de tijolos foi recoberta
com mármores e outros elementos, além disso, uma nova fachada foi
erguida e os domos foram cobertos com estruturas mais altas em
madeira, de modo a tornar o conjunto mais harmônico com o
novo <a title="Estilo gótico" href=
"http://pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_g%C3%B3tico"><span style=
"color: windowtext; text-decoration: none; text-underline: none;">estilo gótico</span></a> do Palácio dos Doges. Por dentro, os mosaicos e
as pinturas contendo ouro, bronze e uma grande variedade de pedras
misturam os estilos bizantino, românico e
gótico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;">Um
exemplo notável são os <strong>Cavalos de São Marcos</strong>,
acrescentados em torno de 1254 são obra da Antiguidade Clássica,
devem ter adornado o Arco de Trajano, e são atribuidos por Plínio,
o velho, ao escultor grego Lísipo. Foram levados a Roma no
século II por Trajano. Séculos depois, foram
enviados a Veneza pelo Doge Enrico Dandolo como parte do saque de
Constantinopla durante a Quarta Cruzada. Precisaram ter suas
cabeças removidas para o transporte, o que resultou numa alteração
dos originais, já que a eles foram acrescidos adornos nos pescoços
para cobrir os cortes necessários. Posteriormente, em 1797, foram
retirados por Napoleão, e colocados no Arco do Triunfo em París,
onde ainda hoje há réplicas destes, sendo
finalmente devolvidos em 1815. Na Basílica, em 1990, foram
substituídos por réplicas em fibra de vidro, ficando os
originais numa sala de exposição por motivos de
preservação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black;">A
Basílica de São Marcos tem sua história perpassada pela história da
Idade Média e representa a revolução cultural que o período viveu
entre influências clássicas resgatadas, traduzidas e copiadas, e o
desenvolver da tradição cristã em contato constante com o oriente e
principalmente, com as outras duas vias do monoteísmo, o islamismo
e o judaísmo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><span style=
"color: black; mso-ansi-language: PT;"> </span></p>
]]></description>			<link>http://arteonirica.arteblog.com.br/111935/Da-Arte-dos-Mosteiros-aos-Castelos-e-Catedrais/</link>			<comments>http://arteonirica.arteblog.com.br/Da-Arte-dos-Mosteiros-aos-Castelos-e-Catedrais-07122008-141749-lp-111935.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://arteonirica.arteblog.com.br/111935/Da-Arte-dos-Mosteiros-aos-Castelos-e-Catedrais/</guid>			<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 14:17:49 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[As Escrituras Sagradas do Monoteísmo]]></title>			<description><![CDATA[<p> </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
O
surgimento da escrita, em quase todas as civilizações, iniciou-se,
invariavelmente, por desenhos, <strong>pictogramas</strong> e suas
combinações. Foi assim com os sumérios, os egípcios e ainda o é,
com os chineses, cuja escrita, curiosamente é um caso único:
<em>nascida por volta do segundo milênio a.C., codificada por volta
de 1.500 antes de nossa era e constituída em sistema coerente entre
200 a.C. e 200 d.C., é perceptivelmente a mesma que os chineses
lêem e escrevem hoje</em> (Georges Jean, <span style=
"text-decoration: underline;">A Escrita: Memória dos homens</span>,
p.45.).</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
A
escrita pictográfica apresenta uma leitura imagética: nela, imagem
e grafia geram a idéia representada, formando assim um
<strong>ideograma</strong>. Além disso, as combinações aumentam as
possibilidades de novas idéias. A junção dos pictogramas para
&lsquo;montanha' e &lsquo;fogo' formam o ideograma
&lsquo;vulcão'. O pictograma &lsquo;árvore' desenhado
duas vezes forma o ideograma &lsquo;bosque'; e três vezes,
&lsquo;floresta'. E as cominações não são todas as vezes
óbvia. Da associação dos pictogramas &lsquo;poder' e
&lsquo;água' surge o ideograma &lsquo;rio'.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify"></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
No
princípio da aventura da escrita, portanto, era a imagem e não o
verbo. A arte de representar objetos ou idéias derivou de uma certa
<em>mímesis</em>. Sendo imagem e texto intrínsecos, a caligrafia
dos caracteres era por si só uma arte; e as composições bem
elaboradas, verdadeiros poemas visuais cujas imagens significantes
remetiam diretamente aos respectivos referentes. Sendo, portanto,
esses desenhos da escrita, verdadeiros símbolos mágicos.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 <em>A primeira atitude do homem diante da
linguagem foi de confiança: o signo e o objeto representado eram a
mesma coisa. A escultura era uma cópia do modelo; a forma ritual
uma reprodução da realidade, capaz de engendrá-la. Falar era
re-criar o objeto aludido. A pronúncia exata das palavras mágicas
era uma das primeiras condições para sua eficácia. A necessidade de
preservar a linguagem sagrada explica o nascimento da gramática, na
Índia védica. Porém, ao cabo dos séculos, os homens perceberam que
entre as coisas e seus nomes abria-se um abismo. As ciências da
linguagem conquistaram sua autonomia tão logo cessou a crença na
identidade entre o objeto e seu signo. A primeira tarefa do
pensamento consistiu em fixar um significado preciso e único para
os vocábulos; e a gramática se converteu no primeiro degrau da
lógica. Mas as palavras são rebeldes à definição. E ainda não
cessou a batalha entre a ciência e linguagem.</em>
(Octávio Paz, <span style="text-decoration: underline;">O arco
e a lira</span>)</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
O
abismo entre o signo e o objeto representado teve a enorme
contribuição do aparecimento do alfabeto, que, paradoxalmente,
marca a possibilidade da circulação e democratização do saber. Para
escrever e ler pictogramas é necessário conhecer um grande número
de signos, ao passo que o alfabeto funciona amplamente: com cerca
de trinta signos, pode-se escrever tudo. O alfabeto cria a escrita
fonográfica letra por letra, que permite reproduzir, salvo pequenas
alterações feitas por sinais e acentos, todas as línguas faladas.
Tanto que seu aperfeiçoamento pela lingüística moderna levou à
criação do alfabeto lingüístico, que possibilita transcrever a
pronuncia correta de todas as línguas faladas.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
Acredita-se que tenha sido <strong>fenício</strong> o
primeiro alfabeto não-cuneiforme, por volta de 1.200 a.C. Cinco
séculos mais tarde, o alfabeto <strong>aramaico</strong> surge,
semelhante em alguns detalhes ao utilizado pelos fenícios. Outro
século mais tarde, é a vez do <strong>hebraico</strong>, que parece
originar-se do aramaico. Os três alfabetos tinham em comum o fato
de serem compostos apenas por consoantes e serem lidos da direita
para a esquerda. Além disso, o aramaico e o hebraico são as fontes
principais da religião cristã, de onde foram traduzidos os textos
bíblicos mais antigos.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
No
Tempo-Eixo, as religiões monoteístas vão surgir e se espalhar,
partindo do Mediterrâneo, onde fica a terra santa. Um Deus único,
criador e todo-poderoso, irá falar aos seus eleitos e deixará por
escritos suas promessas e mandamentos. A adesão ao Deus do deserto,
dará ao povo judeu uma consciência endógena, fechada e excludente,
de caráter centrípeto. Sua <strong>iconoclastia</strong> (proibição
da representação do divino através de imagens) encontrará
compensação nos mistérios da escrita, que velarão os segredos da
antiga Cabala, ainda hoje tão misteriosa.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
Contrariamente ao <strong>Hebraísmo</strong>, porém
sucessor deste, o <strong>Cristianismo</strong> desenvolveu um
processo expansivo e cosmopolita. Além disso, veio a ter na pessoa
de Jesus Cristo, no que se refere à humanização da divindade, uma
imagem corpórea que facilitou e permitiu a representação plástica
negada aos judeus. Somente com a Reforma, os cristãos irão
protestar contra a idolatria gerada pela permissão do imaginário
cristão. O <strong>Islamismo</strong>, terceiro expoente
monoteísta, surgiu depois que Alá ditou a Maomé os primeiros textos
do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, por volta do ano 650
d.C. Já escritos em língua árabe (cuja origem ainda é incerta, mas
há quem diga ter derivado também do alfabeto fenício modificado), o
Alcorão é ainda hoje ensinado em sua escrita original, do
contrário, parte de sua poética é perdida com a tradução. <em>A
religião muçulmana, ao proibir representar o rosto de Deus ou do
Profeta, fez com que a escrita se tornasse o elemento decorativo
essencial das mesquitas e de todos os outros monumentos</em>. O
árabe, também é escrito e lido da direita pra esquerda e não possui
vogais. Suas 18 letras, associadas a pontos, somam um total de 29.
A imagem no topo deste artigo é um dos 99 nomes de Alá em árabe, e
em si mesma, um poema visual dessa escrita prodigiosa que se presta
às mais variadas metamorfoses.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
Assim,
a escrita quando surge encontra como missão registrar e preservar
as escrituras sagradas do Monoteísmo na voz de um Deus
todo-poderoso, que falou a alguns eleitos deixando a estes a missão
de difundir seus ensinamentos. Não é a toa que a palavra Escritura,
designa, antes de qualquer coisa, textos sagrados.</p>
]]></description>			<link>http://arteonirica.arteblog.com.br/102990/As-Escrituras-Sagradas-do-Monoteismo/</link>			<comments>http://arteonirica.arteblog.com.br/As-Escrituras-Sagradas-do-Monoteismo-08112008-144225-lp-102990.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://arteonirica.arteblog.com.br/102990/As-Escrituras-Sagradas-do-Monoteismo/</guid>			<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 14:42:25 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Mercado Estético de Políticos-Guerreiros]]></title>			<description><![CDATA[<p> </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
Com o
declínio de Atenas (Grécia) e a expansão helenística (Roma),
desenvolveu-se <em>um autêntico mercado da arte onde se pagavam
somas quantiosas pelas obras-primas e a partir do qual floresceram
as coleções particulares</em>.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
A
comercialização da arte, concomitante à expansão do Império Romano,
mantinha o modelo grego ideal de beleza. E era mesmo <em>moda</em>
entre as famílias patrícias a escolha de seu artista favorito, que
geralmente eram gregos, e lhes pagar elevadas quantias por suas
obras. Os pátios e os jardins eram decorados com as estátuas desse
<em>colecionismo</em>, e a apropriação privada da arte fez a mesma
tomar uma dimensão humana e democrática, quando antes ela era
destinada à realeza teocrática.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
Mas a
expansão do Império Romano faz surgir uma classe de guerreiros bem
sucedidos, que passam a representar o poder de Roma nas terras
conquistadas e adquirem status de patrícios, donos de terras e
coletores de impostos ao poder central do Império. Por isso, quando
falamos em uma dimensão democrática da arte do período romano,
quase sempre ainda grega, temos em mente a origem mesma da palavra,
em seu sentido mais de elite democrática que representa o
demos/povo, que do povo em si. A grande maioria da população era
campesina, e continuava pagando seus tributos, a um ou a outro
mando.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
Numa
época onde as fronteiras eram estabelecidas pelas políticas da
guerra, era comum tanto a remarcação das mesmas, quanto a troca dos
líderes. As guerras de conquista eram o motor do Império Romano que
se expandia atribuindo e recebendo influências das culturas
dominadas.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
Entretanto, a posição do artífice permanece ambivalente,
como em toda a Antiguidade. Agora, porém, alguns artistas viviam em
condições sócio-econômicas mais opulentas, apesar de não gozar da
dignidade intelectual concedida às artes liberais: filosofia,
música e poesia. Ao menos, os artistas podiam praticar sua arte com
certa liberdade temática, ao contrário dos artesãos pré-clássicos,
que aprendiam um padrão pré-estabelecido a ser perpetuado por meio
da repetição fiel de formas e conteúdos. Como no exemplo máximo do
Egito faraônico, cuja arte manteve-se praticamente inalterada ao
longo de milênios.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
Podemos
perceber, para fins de análise, que quando o artista faz sua arte a
mando de uma elite, está arte tende a ser
<strong>idealista</strong>. A execução de detalhes do cunho pessoal
do artista não é vista com interesse, já que o &lsquo;autor'
desta arte é desvalorizado e permanece oculto, como mero artesão,
operário de uma arte idealizada por quem detém o poder e os meios
para a promover, e assim, promove a si mesmo enquanto poder que
constrói monumentos ao deleite de seu próprio ócio. É de fato, uma
arte idealizada por quem não quer nem suar, sujar ou cansar o
próprio corpo; arte ideológica, portanto.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
Quando
a arte começa a ser praticada mais individualmente, ela tende a ser
<strong>expressionista</strong>, e expressa as qualidades
individuais de quem concebe e cria suas próprias obras. A arte
grega, assim como sua sucessora, a romana, tendem ao
expressionismo. Como podemos observar na imagem acima, detalhe de
um mosaico que retrata Alexandre encontrando com Dario
III.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
Se
buscarmos sinais oníricos na arte clássica, poderemos os encontrar
na representação de cenas e heróis míticos, tão comuns à arte da
Antiguidade. Esse onirismo é, entretanto, coletivo; já que os mitos
são os sonhos da coletividade, e são herdados culturalmente. O
artista do Mundo Antigo ainda não tinha desperta a liberdade de
representar seus próprios sonhos, seu lado noturno e interior; sua
individualidade extrema. Para essa expressão completa e complexa
será necessário um longo caminho de desenvolvimento social da
figura e do status do artista, das técnicas de produção da arte e
de seu lugar no mercado de consumo. Será necessário todo um
contexto para que o artista tenha finalmente a liberdade necessária
para produzir seus sonhos, no que chamaremos de <strong>Arte
Onírica</strong>. Essa arte que terá seu berço no Renascimento, sua
força motriz e matriz na Modernidade e sua apoteose na
atualidade.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;" align="justify">
 </p>
]]></description>			<link>http://arteonirica.arteblog.com.br/102988/Mercado-Estetico-de-Politicos-Guerreiros/</link>			<comments>http://arteonirica.arteblog.com.br/Mercado-Estetico-de-Politicos-Guerreiros-08112008-143833-lp-102988.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://arteonirica.arteblog.com.br/102988/Mercado-Estetico-de-Politicos-Guerreiros/</guid>			<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 14:38:33 +0200</pubDate>		</item>		<item>			<title><![CDATA[Arte Clássica: Inteligência e Harmonia Ideal]]></title>			<description><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><strong style=
"mso-bidi-font-weight: normal;"><span style=
"font-size: 14pt;"> </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Se desde os Impérios
Antigos, através mesmo da legitimação religiosa, a relação de
parentesco mítico entre os grandes chefes e os deuses havia
aproximado aqueles à imagem destes; no panteão grego, já são os
deuses representados e imaginados à semelhança dos
homens.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">O Grande Império Egípcio
contou com trinta e uma Dinastias Reais (mais de cinquenta Faraós)
desenvolvidas num período de mais de três mil anos que é hoje
dividido pela Egiptologia em dez períodos históricos. A história do
Egito pode ser vista como um exemplo clássico da importância do
herdeiro homem na manutenção da Dinastia Real. Quando há falta
deste herdeiro, com a morte do Faraó, um novo o substituirá
iniciando assim uma nova Dinastia. Esse novo Faraó, poderia ser um
parente próximo ou distante, ou mesmo um general eminente, que se
case com a viúva ou mesmo a filha do antigo Faraó: era sempre a
linhagem nova de um Faraó que fundava uma nova Dinastia. Além
disso, nos períodos finais do Império Egípcio, novos
conquistadores, como Alexandre o Grande da Macedônia,
autodeclaravam-se Faraós. No caso de Alexandre, um oráculo o
denominou filho de Amun-Re e assim legitimou seu
entronamento.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">A mitologia grega também
é repleta de histórias de homens filhos de deuses, sendo Hércules
um dos mais conhecidos por seus trabalhos heróicos. O que nos
interessa aqui, portanto, é a inversão: os gregos não apenas
divinizaram homens, mas humanizaram deuses. Sentimentos do caráter
humano, como os ciúmes, a inveja, o desejo e a vingança foram
projetados aos deuses de modo que o maior modelo da arte grega é o
homem: sua <strong style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">inteligência</strong> e sua
<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">harmonia</strong> de
forma e razão, a que hoje chamamos clássicas.</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><strong style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">Racionalismo</strong> e
<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">Beleza</strong> eram
ideais da arte grega. A estatuária grega representa, ainda hoje, os
mais altos padrões já atingidos pelo homem. O <strong style=
"mso-bidi-font-weight: normal;">antropomorfismo</strong>
(representação das formas do homem/<em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">antropo</em>) ressaltava
<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">equilíbrio</strong> e
<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">movimento</strong>. É
também na Grécia Antiga onde os artesãos passam a ser conhecidos
por suas obras:</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Praxíteles &ndash;
Hermes com Dionísio menino;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Policleto &ndash;
Doríforo condutor da lança;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Fídias &ndash; Zeus
Olímpico, Atenéia (também foi quem decorou o <em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">Phantenon</em>);</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Miron &ndash;
Discóbolo;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;">Lísipo &ndash; Eros a
preparar o arco, Eros e Psique.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">Apesar de a arte grega
ter atingido padrões de perfeição invejados ainda nos dias atuais,
seus artistas também eram considerados meros artífices. Assim, o
artista da Antiguidade, Clássica ou não, era antes de tudo
<strong style="mso-bidi-font-weight: normal;">construtor</strong>,
já que o desenvolvimento tanto da pintura quanto da escultura,
dependia de modo estreito do desenvolvimento da arquitetura.
Entretanto, <em style="mso-bidi-font-style: normal;">os pintores e
escultores gregos, ao contrário dos egípcios, não tiveram que
ater-se à aprendizagem e repetição permanente de formas imutáveis
fixadas com anterioridade, mas sim, ao tomar como referência o
modelo natural, estiveram abertos a um progresso expressivo
ilimitado</em> (<strong style=
"mso-bidi-font-weight: normal;"><em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">A Arte e o Artista</em></strong> in:
<span style="text-decoration: underline;">História Geral da
Arte</span>. Edições Del Prado, 1996. p.49.).</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;">E é assim, que na
história da arte ocidental como hoje a estudamos, que o artífice
executor de formas precedentes deu passagem ao artista com
personalidade própria e com vontade de originalidade. Os artistas
gregos rivalizavam entre si e escreviam tratados &ndash; como o de
Policleto sobre as proporções do corpo humano &ndash; mas ainda
assim, sofriam a velha descriminação contra o trabalho manual e
remunerado; o que não acontecia aos músicos e poetas. Plutarco, por
exemplo, escreveu: &ldquo;Gozamos com a obra e desprezamos o
autor&rdquo;. Luciano, estendeu-se mais em enfatizar a
dicotomia:</p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style=
"margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"><em style=
"mso-bidi-font-style: normal;">&ldquo;Ainda que te
convertas em um Fídias ou um Policleto e cries muitas obras
maravilhosas, todos elogiarão tua obra, é certo, mas nenhum dos que
te vêem querá ser como tu; pois seja como seja tua obra serias
considerado um artífice, um artesão, um que vive do trabalho das
suas mãos.&rdquo;</em></p>
]]></description>			<link>http://arteonirica.arteblog.com.br/98241/Arte-Classica-Inteligencia-e-Harmonia-Ideal/</link>			<comments>http://arteonirica.arteblog.com.br/Arte-Cl-ssica--Inteligencia-e-Harmonia-Ideal-24102008-211146-lp-98241.php#lienpermanent</comments>			<guid>http://arteonirica.arteblog.com.br/98241/Arte-Classica-Inteligencia-e-Harmonia-Ideal/</guid>			<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 21:11:46 +0200</pubDate>		</item>	</channel></rss>