<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://anguera.arteblog.com.br</title>		<id>http://arteblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://anguera.arteblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[ANGUERA ONLINE]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://anguera.arteblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-07-10T00:35:15+02:00</updated>		<entry>			<title>LANEJAMENTO FAMILIAR</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>No Brasil,
planejamento familiar é privilégio exclusivo dos
bem-aventurados.
Até a metade do século XX, poucas famílias brasileiras deixavam de
ter cinco ou seis filhos. Havia uma lógica razoável por trás de
natalidade tão altas:</p>
<p><strong>1)</strong> A maioria da
população vivia no campo, numa época de agricultura primitiva em
que as crianças pegavam no cabo da enxada já aos sete anos. Quantos
mais braços disponíveis houvesse na família, maior a probabilidade
de sobrevivência.

<strong>2)</strong> Convivíamos com taxas de mortalidade infantil
inaceitáveis para os padrões atuais. Ter perdido dois ou três
filhos era rotina na vida das mulheres com mais de trinta
anos.

<strong>3)</strong> Além da cirurgia e dos preservativos de
barreira, não existiam recursos médicos para evitar a
concepção.
Na década de 1960, quando as pílulas anticoncepcionais surgiram no
mercado e a migração do campo para a cidade tomou vulto, uma
esdrúxula associação de forças se opôs terminante ao planejamento
familiar no país: os militares, os comunistas e a igreja
católica.

Os militares no poder eram contrários, por julgarem defender a
soberania nacional: num país de dimensões continentais, quanto mais
crianças nascessem, mais rapidamente seriam ocupados os espaços
disponíveis no Centro-Oeste e na floresta amazônica. Os comunistas
e a esquerda simpatizante, por defenderem que o aumento
populacional acelerado aprofundaria as contradições do capitalismo
e encurtaria caminho para a instalação da ditadura do proletariado.
A igreja, por considerar antinatural - portanto, contra a vontade
de Deus - o emprego de métodos contraceptivos.
O resultado dessas ideologias não poderia ter sido mais desastroso:
em 1970, éramos 90 milhões; hoje, temos o dobro da população, parte
expressiva da qual aglomerada em favelas e na periferia das
cidades. Suécia, Noruega e Canadá conseguiriam oferecer os mesmos
níveis de atendimento médico, de educação e de salários para os
aposentados, caso tivessem duplicado seus habitantes nos últimos
trinta anos?
O que mais assusta, entretanto, não é havermos chegado à situação
dramática em que nos encontramos; é não adotarmos medidas para
remediá-la. Pior, é ver não apenas os religiosos, mas setores da
intelectualidade considerarem politicamente incorreta qualquer
tentativa de estender às classes mais desfavorecidas o acesso aos
métodos de contracepção fartamente disponíveis a quem pode pagar
por eles.
É preciso dizer que as taxas médias de natalidade brasileiras têm
caído gradativamente nos últimos cinqüenta anos, mas não há
necessidade de consultar os números do IBGE para constatarmos que a
queda foi muito mais acentuada nas classes média e alta: basta ver
a fila de adolescentes grávidas à espera de atendimento nos
hospitais públicos ou o número de crianças pequenas nos bairros
mais pobres.
Outra justificativa para a falta de políticas públicas destinadas a
universalizar o direito ao planejamento familiar no país é a da má
distribuição de renda: o problema não estaria no número de filhos,
mas na falta de dinheiro para criá-los, argumentam.
De fato, se nossa renda per capita fosse a dos canadenses, a
situação seria outra; aliás, talvez tivéssemos que organizar
campanhas para estimular a natalidade. O problema é justamente
porque somos um país cheio de gente pobre, e educar filhos custa
caro. Como dar escola, merenda, postos de saúde, remédios, cesta
básica, habitação, para esse exército de crianças desamparadas que
nasce todos os dias? Quantas cadeias serão necessárias para
enjaular os malcomportados?
A verdade é que, embora a sociedade possa ajudar, nessa área
dependemos de políticas públicas, portanto dos políticos, e estes
morrem de medo de contrariar a igreja. Agem como se o planejamento
familiar fosse uma forma de eugenia para nos livrarmos dos
indesejáveis, quando se trata de uma aspiração legítima de todo
cidadão. As meninas mais pobres, iletradas, não engravidam aos 14
anos para viver os mistérios da maternidade; a mãe de quatro
filhos, que mal consegue alimentá-los, não concebe o quinto só para
vê-lo sofrer.
É justo oferecer vasectomia, DIU, laqueadura e vários tipos de
pílulas aos que estão bem de vida, enquanto os mais necessitados
são condenados aos caprichos da natureza na hora de planejar o
tamanho de suas famílias?
Gravidez indesejada e violência urbana
A irresponsabilidade brasileira diante das mulheres pobres que
engravidam por acidente é caso de polícia literalmente.
Insisto em dizer que o planejamento familiar no Brasil é
inacessível aos que mais necessitam dele. Os casais da classe média
e os mais ricos, que podem criar os filhos por conta própria, têm
acesso garantido a preservativos de qualidade, pílula, injeções e
adesivos anticoncepcionais, DIU, laqueadura, vasectomia e, em caso
de falha, ao abortamento; porque, deixando a falsidade de lado,
estamos cansados de saber que aborto no Brasil só é proibido para a
mulher que não tem dinheiro.
Afalta de planejamento familiar era uma das causas mais
importantes da explosão de violência urbana ocorrida nos últimos
vinte anos em nosso país. A afirmação era baseada em experiência na
Casa de Detenção de São Paulo: é difícil achar na cadeia um preso
criado por pai e mãe. A maioria é fruto de lares desfeitos ou que
nunca chegaram a existir. O número daqueles que têm muitos irmãos,
dos que não conheceram o pai e dos que foram concebidos por mães
solteiras, ainda adolescentes, é impressionante.
Procurados pelos jornalistas, um cardeal e uma autoridade do
primeiro escalão federal responderam incisivamente que não
concordavam com essa afirmação. O religioso, porque considerava
"muito triste ser filho único", e que "o ideal seria cada família
brasileira ter cinco filhos". O outro discordava baseado nos dados
que mostravam queda progressiva dos índices de natalidade nos
últimos vinte anos, enquanto a violência em nossas cidades
explodia.
Essa discussão, encerra o nó de nossa paralisia diante do
crescimento populacional insensato que fez o número de brasileiros
saltar dos célebres 90 milhões em ação do ano de 1970 para os 180
milhões atuais: de um lado, a cúpula da Igreja Católica, que não
aceita sequer o uso da camisinha em plena epidemia de uma doença
sexualmente transmissível como a Aids. De outro, os responsáveis
pelas políticas públicas, que, para fugir da discussão sobre as
taxas inaceitáveis de natalidade da população mais pobre, usam o
velho jargão da a queda progressiva dos valores médios dos índices
ocorrida nas últimas décadas. Dizem: cada brasileira tinha seis
filhos em 1950; hoje esse número não chega a três.
É provável que o argumento ajude a aplacar-lhes a consciência
pública, especialmente quando se esquecem de dizer que, enquanto as
mulheres de nível universitário hoje têm em média 1,4 filho, as
analfabetas têm 4,4.
Em agosto de 2004, o jornal Folha de São Paulo publicou informações
contidas no banco de dados do município, colhidas no período de
2000 a 2004 pela Fundação SEADE. A reportagem nos ajuda a avaliar o
potencial explosivo que a falta de acesso aos métodos de
contracepção gera na periferia e nas favelas das cidades
brasileiras.
Se tomarmos os cinco bairros mais carentes, situados nos limites
extremos de São Paulo - Parelheiros, Itaim Paulista, Cidade
Tiradentes, Guaianazes e Perus -, a proporção de habitantes
inferior a 15 anos varia de 30,4% a 33,4% da população. Esses
números estão bem acima da média da cidade: 24,4%. Representam mais
do que o dobro da porcentagem de crianças encontrada nos cinco
bairros com melhor qualidade de vida.
O grande número de jovens, associado à falta de oferta de trabalho
na periferia, fez o nível de desemprego no extremo leste da cidade
atingir 23,5% - contra 12,4% no centro da cidade no ano passado.
Ele também explica por que a probabilidade de um jovem morrer
assassinado na área do M'Boi Mirim, na zona sul, é 19 vezes maior
do que em Pinheiros, bairro de classe média.
Nem haveria necessidade de números tão contundentes para tomarmos
consciência da associação de pobreza com falta de planejamento
familiar e violência urbana: o número de crianças pequenas nas ruas
dos bairros mais violentos fala por si. O de meninas em idade de
brincar com boneca aguardando atendimento nas filas das
maternidades públicas também.
Basta passarmos na frente de qualquer cadeia brasileira em dia de
visita para nos darmos conta do número de adolescentes com bebês de
colo na fila de entrada.
Todos nós sabemos quanto custa criar um filho. Cada criança
concebida involuntariamente por casais que não têm condições
financeiras para criá-las empobrece ainda mais a família e o país,
obrigado a investir em escolas, postos de saúde, hospitais, merenda
escolar, vacinas, medicamentos, habitação, Fome Zero e, mais tarde,
na construção de cadeias para trancar os malcomportados.
O que o pensamento religioso medieval e as autoridades públicas que
se acovardam diante dele fingem não perceber é que, ao negar o
acesso dos casais mais pobres aos métodos modernos de contracepção,
comprometemos o futuro do país, porque aprofundamos perversamente a
desigualdade social e criamos um caldo de cultura que contém os
três fatores de risco indispensáveis à explosão da violência
urbana: crianças maltratadas na primeira infância e descuidadas na
adolescência, que vão conviver com pares violentos quando
crescerem.</p>
<p>Dr. Drauzio
Varella</p>
				</div>			</content>			<id>http://anguera.arteblog.com.br/177547/LANEJAMENTO-FAMILIAR/</id>			<link href="http://anguera.arteblog.com.br/177547/LANEJAMENTO-FAMILIAR/" />			<author>				<name>anguera</name>				<uri>http://anguera.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-07-10T00:33:46+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>SEIS MESES DE UMA NOVA HISTÓRIA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span><span></span></span></p>
<p><strong><span><span></span></span><span><span></span></span><span><span></span>A construção de uma gestão
caracterizada pela responsabilidade e zelo paracom a
população, a prestação de serviços com eficiência e qualidade,
atendimento às reivindicações populares e o resgate da
credibilidade administrativa equerendo
escreveruma nova história, são as principais marcas dos
primeiros 180 dias do novo governo
municipal.</span></strong></p>
<p><span><strong><span></span> A democracia e
liberdade que o povo anguerense preferiu viver, a partir de 01 de
janeiro de 2009, tem sido vivenciada pelo diálogo com a população,
marca do Prefeito Mauro Vieira e todo seu
secretariado.</strong></span></p>
<p><span><strong><span></span> Diferente do
costume implantado nos últimos anos, Mauro Vieira tem sido um
Prefeito constante no Paço Municipal, ouvindo as reclamações e
sugestões, despachando com os secretários e mantendo contatos
institucionais para o encaminhamento de demandas do município. Hoje
o povo de Anguera tem um governo presente e
participativo.</strong></span></p>
<p><span><strong><span></span> O Paço
Municipal, que representa de fato o Poder do Município, está,
agora, organizado para o verdadeiro funcionamento da administração.
Houve a instalação de setores indispensáveis ao andamento dos
trabalhos, tais como: Protocolo Geral, Recursos Humanos,
Contabilidade, Tesouraria, Controle Interno e Procuradoria Geral.
Dessa forma, os serviços da administração municipal estão
verdadeiramente acessíveis e favoráveis ao andamento da gestão,
atendendo as demandas administrativas em prol da
população</strong></span></p>
<p></p>
				</div>			</content>			<id>http://anguera.arteblog.com.br/174458/SEIS-MESES-DE-UMA-NOVA-HIST-RIA/</id>			<link href="http://anguera.arteblog.com.br/174458/SEIS-MESES-DE-UMA-NOVA-HIST-RIA/" />			<author>				<name>anguera</name>				<uri>http://anguera.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-07-05T17:58:33+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>SEIS MESES DE UMA NOVA HISTÓRIA - Praça Artur Vieira</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span><span></span> <strong>A
revitalização da Praça Arthur Vieira veio oferecer melhor beleza ao
coração da cidade.</strong></span></p>
<p><span><strong><span></span> Foram
retirados os trailers, feita a restauração na pintura, instalados
coletores de lixo no jardim e está em andamento a arborização com
plantas adequadas ao clima.</strong></span></p>
<p><span><strong><span></span> Assim, a praça
principal da cidade ficou mais bonita, colaborando com o melhor
visual da cidade de Anguera.</strong></span></p>
				</div>			</content>			<id>http://anguera.arteblog.com.br/174457/SEIS-MESES-DE-UMA-NOVA-HIST-RIA-Pra-a-Artur-Vieira/</id>			<link href="http://anguera.arteblog.com.br/174457/SEIS-MESES-DE-UMA-NOVA-HIST-RIA-Pra-a-Artur-Vieira/" />			<author>				<name>anguera</name>				<uri>http://anguera.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-07-03T02:15:47+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>SEIS MESES DE UMA NOVA HISTÓRIA - Limpeza  Pública</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span><span></span> A limpeza
pública na sede de Anguera, como também nos povoados de Guaribas e
Areia, tem sido destaque na administração. Logo após tomar posse,
uma das primeiras atitudes do Prefeito Mauro Vieira foi distribuir
o fardamento dos garis e novos equipamentos, como também a
valorização profissional, passando a pagar salário mínimo. Outra
medida visando manter sempre a cidade limpa e mais organizada foi a
instalação de coletores de lixo em pontos estratégicos da Praça
Arthur Vieira.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://anguera.arteblog.com.br/174456/SEIS-MESES-DE-UMA-NOVA-HIST-RIA-Limpeza-P-blica/</id>			<link href="http://anguera.arteblog.com.br/174456/SEIS-MESES-DE-UMA-NOVA-HIST-RIA-Limpeza-P-blica/" />			<author>				<name>anguera</name>				<uri>http://anguera.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-07-03T02:23:14+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>SEIS MESES DE UMA NOVA HISTÓRIA - Eletrificação</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p><span><strong><span></span> A
eletrificação rural chegou para as comunidades de Bela Vista,
Tanque e Junco, através de Projeto acompanhado pela Prefeitura
Municipal junto ao programa Luz para Todos. Foram beneficiadas
diretamente 57 famílias destas localidades, que ao longo de muitos
anos alimentaram o sonho da energia elétrica. Um outro projeto
beneficiou mais de uma dezena de famílias na comunidade de Lage,
com extensão da rede elétrica para atender residências mais
distantes da sede dessa localidade</strong>.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://anguera.arteblog.com.br/174454/SEIS-MESES-DE-UMA-NOVA-HIST-RIA-Eletrifica-o/</id>			<link href="http://anguera.arteblog.com.br/174454/SEIS-MESES-DE-UMA-NOVA-HIST-RIA-Eletrifica-o/" />			<author>				<name>anguera</name>				<uri>http://anguera.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-07-03T02:35:47+02:00</updated>		</entry></feed>