<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br</title>		<id>http://arteblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA["Um país é feito de homens e de livros" MONTEIRO LOBATO]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-10-31T17:54:17+01:00</updated>		<entry>			<title>ROTINA</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>
Todos os dias
meu celular desperta às seis horas da manhã, todos os dias
eu acordo e reajusto para às seis e meia, todos os dias ele
desperta às
seis e meia e eu troco para às seis e quarenta. Todos os dias pulo
da
cama às seis e quarenta ligo a chapinha e coloco meu uniforme,
primeiro
a calça, depois a blusa e o casaco. Vestida, começo o ritual
da
maquiagem, primeiro o lápis marrom na sobrancelha (que a cada dia
está
perdendo mais fios), passo o panqueique e em seguida um pouco de
blush,
delineador e lápis nos olhos. Por fim, arrumo o cabelo e saio às
sete e
vinte e oito de casa. Quando bato o cadeado do portão enxergo o
ônibus
integração passando na esquina. Chego na esquina e dobro para ir
em
direção à parada, dou uma olhada na minha imagem refletida em um
vidro
de caixa de luz, consigo avistar o velho senhor esperando o mesmo
ônibus
que eu com o mesmo blusão azul escuro todos os dias (ufa, isso
quer
dizer que não perdi o ônibus). No ônibus, sento o mais próximo
possível
da moça que desce quatro paradas após eu subir, assim garantindo
que
metade do caminho poderei ir sentada. Desço e encaro mais um dia
no
trabalho como todos os outros.</p>
<p>
Em alguns
dias tenho aula, em outros não, mas os dias transcorrem
aparentemente iguais. Hoje minha irmã me dá a notícia de que a
prima de
dezessete anos está grávida de gêmeos, paro um instante e penso,
tantos
amigos, tantos parentes, casando, tendo filhos, se mudando, parece
que
tudo muda na vida de todos e para mim é como se o tempo não
passasse. À
noite deito, como todos os dias vou ler, leio até o sono chegar,
coloco
o despertador para às seis horas da manhã com intenção de levantar
e
quem sabe poder tomar um banho. Todos os dias o celular desperta às
seis
horas da manhã...</p>
				</div>			</content>			<id>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br/211162/ROTINA/</id>			<link href="http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br/211162/ROTINA/" />			<author>				<name>aneliseespindolaescritora</name>				<uri>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-10-09T15:14:29+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>A FUGA DA REALIDADE</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>
Cultivar o hábito da leitura não é uma
prática de muitos. Infelizmente as famílias não têm o costume de
estimular a leitura entre as crianças, ou melhor, nem todas. Ainda
há uma esperança entre aqueles que procuram incentivar essa
prática, mas o que vinha faltando era a divulgação da ficção. Como
uma leitora assídua desde a 1ª série, onde me divertia com os
clássicos contados em livros ao quais podíamos ver os personagens
feitos por bonecos de massinha de modelar, tento de várias formas
desenvolver esse hábito em meus irmãos. Não precisei que minha
família me estimulasse, bastou conhecer o mundo das letras para
descobrir o meu lugar, pois para mim o fato de ver alguém lendo não
era estranho, como muitas vezes pode parecer para as crianças de
hoje em dia, por que mesmo que minha mãe jamais me incentivasse eu
estava familiarizada em vê-la lendo coleções do tipo
<em>Sabrina.</em> O que vinha me intrigando há algum tempo era o
fato de que os livros de ficção já não eram vendidos, o mercado da
ficção estava decaindo de forma arrasadora, os únicos livros que
eram efetivamente vendidos eram os livros de auto-ajuda,
auto-biográficos, somente fatos reais. Era como se os leitores não
quisessem mais se abrir ao mundo da ficção, não quisessem mais
sonhar com coisas impossíveis, fugir da realidade do seu dia-a-dia,
isso realmente estava me apavorando.</p>
<p>
Entretanto, quando pensei já não existirem
maneiras de se reverter este quadro, heis que surge uma enorme luz
no fim do túnel e os leitores estavam novamente receptivos a
criatividade e ao encantamento das maravilhosas histórias
envolvendo mundos irreais, mas extremamente cativantes.
Foi<span></span> <span>J. K. Rowling com o seu
pequeno bruxo Harry Potter, quem nos apresentou a fascinante trama
entre bruxos, trouxas, trevas, dementadores, conquistando o seu
lugar entre os leitores e sucessivamente os telespectadores, com
uma saga que até hoje ocupa as telas do cinema.</span>
<span>Levadas também para as telonas, <em>As crônicas de
Nárnia</em> passaram a ser reeditadas com frequência e <span>C. S.
Lewis voltou a estar presente em uma nova geração, fazendo parte da
infância possivelmente dos filhos daqueles que já haviam conhecido
as histórias vividas por crianças ao lado do queridíssimo leão
Aslam na fantástica Nárnia. Outra saga escrita há muito tempo atrás
e que voltou com grande sucesso foi a de J. R. R.</span></span>
Tolkien, a fascinante história envolvendo o anel dividida entre
três livros também foi gravada em três longas-metragens com enorme
sucesso de bilheteria. Ao que parece a ficção voltou a encantar o
público que já não se preocupa apenas com o que é real e está
disposto a se deliciar com histórias improváveis de acontecer na
vida real.</p>
<p>
Por fim, a grande prova de que a ficção está
novamente em alta é Stephenie Meyer com os livros
<strong><em>Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e
Amanhecer</em></strong>, um romance envolvendo vampiros, dividido
em quatro partes<em>,</em> todos presentes nas listas de livros
mais vendidos de 2009, foram lançados no Brasil pouco antes de suas
gravações em filme, o que tornou a divulgação muito maior, fazendo
com que os telespectadores não resistissem a espera pelos filmes e
decidissem ler os livros para matar a curiosidade, um fator
apelativo que trouxe grandes resultados, outro fator no meu ponto
de vista seria a idéia de colocar no fim de cada um dos livros o
primeiro capítulo da sequência. Digo isto pois provei do veneno,
comprei os três primeiros livros e os li em um tempo teoricamente
rápido, então quando acabei o terceiro li o primeiro capítulo do
quarto, mas ainda não havia comprado. Como o último livro ainda era
lançamento estava custando caro e eu não estava disposta a pagar
tanto, iria esperar um tempo até baixar, era o que pretendia. Minha
curiosidade falou mais alto e em menos de dois dias após ter
terminado o terceiro eu estava dentro da livraria mais cara pagando
$50 por um livro, apenas por curiosidade e prazer em poder
lê-lo.</p>
<p>
<span>Novamente
acredito no poder da ficção, novamente acredito que ainda temos
possibilidade de prender leitores, talvez o que
precisemosseja rever os métodos que usamos para
isto.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br/207616/A-FUGA-DA-REALIDADE/</id>			<link href="http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br/207616/A-FUGA-DA-REALIDADE/" />			<author>				<name>aneliseespindolaescritora</name>				<uri>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-09-18T23:13:17+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>EM MEMÓRIA:</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p><em><span>Era nosso melhor
amigo para qualquer hora. Com ele podíamos ir ao encontro de nossas
paixões.</span></em></p>
<p><em><span>Presenciou
momentos inesquecíveis, alegrias e tristezas, sempre lá, firme e
forte.</span></em></p>
<p><em><span>Quando vejo minha
vida passar como um fleche, ele sempre vem à minha cabeça. Era o
melhor companheiro nas horas de travessuras e quantos momentos
foram possíveis graças à sua presença. Hoje ao passar pelo lugar
onde ficava, sinto um aperto no peito. Saber que nada é como era,
que nem mesmo sua presença resolveria meus problemas
agora.</span></em></p>
<p><em><span>Para quem passa naquela rua, nada mais resta a não ser um
pequeno buraco no chão. Mas comigo resta as grandes lembranças que
ficaram daquele simples orelhão.</span></em></p>
				</div>			</content>			<id>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br/196235/EM-MEM-RIA/</id>			<link href="http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br/196235/EM-MEM-RIA/" />			<author>				<name>aneliseespindolaescritora</name>				<uri>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-08-21T16:23:08+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>DIA DOS PAIS</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>
<span>Neste
último domingo que passou, recebi algo que há algum tempo não
costumava receber. O que melhor para se ganhar no dia dos pais do
que um colo de pai? Aquele colo sem igual, um colo cheio de amor e
carinho. Mesmo com meus vinte e dois anos ainda me sinto uma menina
quando sento no colo do meu pai, quando ele me abraça forte e diz
que não existe no mundo um amor mais forte do que o que ele sente
por mim e por meus irmãos.</span></p>
<p>
<span>Então
como não me orgulhar desse home? Como não querer a cada dia me
tornar alguém melhor para que ele possa também sentir orgulho de
mim.</span></p>
<p><em><span>Pai!</span></em></p>
<p><em><span>Agora te sinto
distante,</span></em></p>
<p><em><span>mas nem assim te
esqueço.</span></em></p>
<p><em><span>Em tudo o que
conquisto</span></em></p>
<p><em><span>é sempre em ti que
penso.</span></em></p>
<p><em><span>Aquele que me
ensinou</span></em></p>
<p><em><span>a buscar meu
espaço no mundo,</span></em></p>
<p><em><span>que sempre me
apoiou,</span></em></p>
<p><em><span>me olhou bem lá no
fundo.</span></em></p>
<p><em><span>Jamais me deixou
cair,</span></em></p>
<p><em><span>só me incentivou a
subir.</span></em></p>
<p><em><span>Um dia vou
demonstrar</span></em></p>
<p><em><span>toda a minha
gratidão,</span></em></p>
<p><em><span>vou poder
ajudar,</span></em></p>
<p><em><span>vou estender-lhe a
mão.</span></em></p>
<p><em><span>Erros são
humanos,</span></em></p>
<p><em><span>pais
também,</span></em></p>
<p><em><span>mas nunca vou lhe
trocar</span></em></p>
<p><em><span>nesse mundo por
ninguém.</span></em></p>
				</div>			</content>			<id>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br/191551/DIA-DOS-PAIS/</id>			<link href="http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br/191551/DIA-DOS-PAIS/" />			<author>				<name>aneliseespindolaescritora</name>				<uri>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-08-12T14:15:12+02:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>CRÔNICA PARA AS MULHERES</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>
<span>Ah
minha querida, sinto tanto em saber que está triste. Eu não seria
amiga se agora te dissesse que te avisei desde o início, que se
tivesse escutado minhas palavras teria evitado o sofrimento. Só que
somos assim, insistimos em tentar algo que não queremos aceitar que
não há chances de dar certo. Se não fossemos tão insistentes, se
não sonhássemos sempre que temos o poder de mudar o que está
óbvio.</span></p>
<p>
<span>Esse
final de semana assisti ao filme <em>Ele não está tão afim de
você</em>, o que aconselho todas as mulheres a
fazerem. É impressionante a reação que esse filme provocou em mim,
comecei a pensar que em todos os casos nós acreditamos que aquele é
o homem certo e mesmo que os indícios de que não seja estejam
evidentes, nós nunca queremos enxergá-los, sempre pensamos que nós
podemos mudá-lo que se ele não liga apenas quer que sintamos falta
ou que sejamos nós a ligar. Porém o fato está claro, quando eles
realmente querem fazem tanto esforço quanto nós para
conseguirem.</span></p>
<p>
<span>Então
por que insistimos que é esse o homem da nossa vida se todos
conseguem enxergar que não é, menos nós. Por que fazemos tanta
questão de arrumar um namorado se aquelas que estão namorando ou
estão um dia com um no outro com outro, ou estão engravidando e
perdendo a perspectiva de um futuro promissor.</span></p>
<p>
<span>É
claro que devemos arrumar um namorado, mas O NAMORADO, aquele que
tenha os mesmos objetivos que nós, aquele que nos complete, que nos
entenda e que principalmente nos ame da maneira que merecemos, não
aqueles que amam pela metade, que não valorizam o que você
valoriza.</span></p>
<p>
<span>Grandes garotas
são aquelas que aprendem a serem independentes, aprendem que a vida
nem sempre é fácil e que precisam ser fortes. Sempre aprendem a
tirar uma grande lição da vida e caminharem sozinhas para que isso
aconteça. Elas não precisam de um homem que lhes ensine tudo, mas
de vários que as façam tornarem-se independentes.</span></p>
<p>
<span>Conforme disse
Gigi, no final do filme:</span></p>
<p>
<span>"As
garotas aprendem muito enquanto crescem. Se um cara esmurra
você, ele gosta de você; nunca tente cortar sua própria franja e
algum dia vai conhecer um homem maravilhoso e ter o seu próprio
final feliz.</span></p>
<p>
<span>Todos os filmes
que vemos e todas histórias que ouvimos imploram para nós
esperarmos por isso. A reviravolta no terceiro ato, a declaração de
amor inesperada, a exceção á regra. Mas as vezes, focamos tanto em
olhar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais, a
diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer; entre os que
vão ficar e os que vão nos deixar.</span></p>
<p>
<span>E talvez esse
final feliz não inclua um cara incrível. Talvez seja você sozinha
recolhendo os cacos e recomeçando. Ficando livre para algo melhor
no futuro. Talvez o final feliz seja só seguir em
frente.</span></p>
<p>
<span>Ou talvez o final feliz seja isto, saber que mesmo com
ligações sem retorno e corações partidos, com todos os erros
estúpidos e sinais mal interpretados, com toda a vergonha e todo
constrangimento, você nunca perdeu a esperança!"</span></p>
<p>
<span>Dedico
essa crônica às minhas amigas de coração partido e deixo clara a
minha opinião de que algo maravilhoso acontece para as pessoas
especiais, sintam-se uma miss, saibam escolher e diferenciar, e um
dia a nossa hora vai chegar.</span></p>
				</div>			</content>			<id>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br/188062/CR-NICA-PARA-AS-MULHERES/</id>			<link href="http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br/188062/CR-NICA-PARA-AS-MULHERES/" />			<author>				<name>aneliseespindolaescritora</name>				<uri>http://aneliseespindolaescritora.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-08-04T17:04:34+02:00</updated>		</entry></feed>