<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">		<title>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br</title>		<id>http://arteblog.com.br/</id>		<link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://anaguevarameirise.arteblog.com.br/atom.xml" />		<subtitle><![CDATA[Uma Lenda na Princesa do Sertão]]></subtitle>		<rights>Copyright (c) 2006, Hi-pi</rights>		<generator>Hi-pi ATOM generator</generator>		<author>			<name>Hi-pi</name>			<uri>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br</uri>		</author>		<updated>2009-11-07T13:18:52+01:00</updated>		<entry>			<title>PRECISO DE UM DESTES BEM RAPIDINHO...</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">								</div>			</content>			<id>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br/228245/PRECISO-DE-UM-DESTES-BEM-RAPIDINHO/</id>			<link href="http://anaguevarameirise.arteblog.com.br/228245/PRECISO-DE-UM-DESTES-BEM-RAPIDINHO/" />			<author>				<name>anaguevarameirise</name>				<uri>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-07T13:18:37+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>NÃO AMAR</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p>Estou deixando
de te amar</p>
<p>Eis que meu
temor ronda meus passos veladamente a seu lado</p>
<p>Tudo parece
distante... Mornos braços me arrepiam a alma</p>
<p>E não
respiro vida deste jeito... Preciso de ar ... Falta-me
você</p>
<p>E sendo assim
me retiro para que você possa voltar... Ou não!</p>
<p>
ALIET HOUHAISS</p>
				</div>			</content>			<id>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br/228243/N-O-AMAR/</id>			<link href="http://anaguevarameirise.arteblog.com.br/228243/N-O-AMAR/" />			<author>				<name>anaguevarameirise</name>				<uri>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-07T13:09:57+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>ISSO É VIVER...</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">								</div>			</content>			<id>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br/228234/ISSO-VIVER/</id>			<link href="http://anaguevarameirise.arteblog.com.br/228234/ISSO-VIVER/" />			<author>				<name>anaguevarameirise</name>				<uri>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-07T12:54:40+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>COISAS QUE ADORO...</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">								</div>			</content>			<id>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br/228231/COISAS-QUE-ADORO/</id>			<link href="http://anaguevarameirise.arteblog.com.br/228231/COISAS-QUE-ADORO/" />			<author>				<name>anaguevarameirise</name>				<uri>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-07T12:46:50+01:00</updated>		</entry>		<entry>			<title>Por que homens procuram travestis?</title>			<content type="xhtml">				<div xmlns="http://www.w3.org/1999/xhtml">				<p></p>
<p>
Ivan Martins</p>
<p></p>
<p>
</p>
<p></p>
<p>
Muitos parecem precisar de uma
forma atenuada de sexo com outro homem. A ambiguidade dessa relação
sugere muitas outras fantasias. Márcia, travesti de classe média
paulistana. Os homens que saem comigo são héteros que topam
tudo. Mendes tem 37 anos, cabeça raspada e brinco na orelha
direita. Pelos modos e pela aparência, o rapaz branco de família
evangélica não se distingue de outros milhões de jovens
paulistanos, exceto por uma particularidade importante: ele namora
um travesti, Flávia. Os dois se conheceram há cinco anos no centro
de São Paulo e, de lá para cá, constituem um casal. Na semana
passada, sentado ao lado de Flávia na sala de um apartamento na Rua
General Osório, Mendes explicava, em voz pausada, as bases da
relação. Nosso relacionamento é hétero, afirma. Isso
quer dizer que, no sexo, ele é a parte viril do casal, enquanto
Flávia cumpre o papel de mulher. Mas entre nós não existe só
sexo. A gente tem amor e cuida um do outro. Com cabelos
negros e corpo esguio, Flávia ganha a vida se prostituindo nas
ruas. Ele trabalha nas ruas como vendedor.</p>
<p>As palavras de Mendes revelam, sem
explicar, um dos grandes mistérios da sexualidade moderna: a
sedução exercida pelos travestis. Desde meados dos anos 70, quando
despontaram nas esquinas das metrópoles brasileiras com saias
minúsculas e seios exuberantes, essas criaturas híbridas
conquistaram um espaço enorme no imaginário sexual do país. Todos
os dias, milhares de homens se esgueiram por avenidas sombrias para
comprar o prazer oferecido por seus corpos alterados. O risco
envolvido nesse tipo de operação ficou claro há duas semanas,
quando Ronaldo Nazário, o jogador de futebol mais famoso do mundo,
transformou-se no protagonista de um escândalo que tinha como
coadjuvantes três travestis do Rio de Janeiro. Ele foi com o grupo
ao hotel Papillon e, durante a madrugada, desentendeu-se com um
deles, Andréia Albertini. Acabaram todos na delegacia, de onde a
história ganhou o mundo. A avalanche moral que desabou sobre
Ronaldo a partir daí foi incapaz de responder à questão mais
simples colocada pelo episódio: por que homens adultos e mesmo
famosos arriscam segurança e reputação e vão atrás de
travestis?</p>
<p>O antropólogo americano Don Kulick passou
um ano vivendo com travestis em Salvador, sabe muito de seu
cotidiano e mesmo de suas preferências íntimas. Mas não se arrisca
a explicar quem são seus clientes. Essa é uma grande
incógnita. Embora acompanhasse os travestis todas as noites, não
consegui distinguir um cliente típico, diz. O livro de
Kulick, professor da Universidade Nova York, sairá em português no
fim deste mês, pela editora Fiocruz, com o título <em>Travestis:
Prostituição, Sexo, Gênero e Cultura no Brasil</em>. Kulick
conseguiu uma descrição razoavelmente rigorosa do que os fregueses
exigem dos travestis. Durante um mês, pediu a cinco deles que
registrassem o tipo de serviço prestado nas ruas. O resultado de
138 programas: em 52% dos casos os clientes queriam sodomizar, em
19% exigiam sexo oral, 18% queriam fazer aquilo que se costuma
chamar de troca-troca, 9% pagaram para ser
sodomizados e 2% para ser masturbados. Não é insignificante
que 27% dos homens nessa amostragem quisessem ser penetrados por
travestis, escreve s Kulick. Mas esses homens não são
maioria, como os travestis geralmente
afirmam.</p>
<p>
Não é
irrelevante que 27% dos homens da amostragem quisessem ser
penetrados pelos travestis''
DON KULICK, antropólogo americano</p>
<p>A confiar apenas no que dizem os
travestis, o porcentual de seus clientes que se portam como
homossexual passivo é alto. Nove em cada dez homens querem
ser penetrados, diz Flávia, a namorada de Mendes. Se
o travesti não for bem-dotado e ativo, não ganha a vida na
rua. Exagero? Talvez. Assim como as prostitutas, os
travestis têm uma relação antagônica com aqueles que pagam para
usar seu corpo. Muitos não suportam exercer o papel viril que se
exige deles na prostituição e o fazem com grande sofrimento, porque
não encontram outra forma de ganhar a vida. Vingam-se dessa
situação degradante com a mesma arma que a sociedade usa para
humilhá-los: questionam a hombridade do freguês e o
ridicularizam.</p>
<p>O psiquiatra Sérgio Almeida trabalha com
travestis em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, e sua
experiência corrobora em alguma medida a versão de Flávia. Cabe a
Almeida a tarefa difícil de distinguir entre os travestis 
definidos como homens que gostam de agir e sentir como mulher
 e os transexuais, que se sentem mulheres aprisionadas em
corpo masculino. Para estes, recomenda-se a cirurgia de troca de
sexo. Para os travestis, ela equivale a uma mutilação e pode levar
ao suicídio. Almeida gasta dois anos com cada paciente até decidir
em que categoria ele se encaixa. Desde 1997, fizemos 95
cirurgias e não tivemos nenhum problema, afirma. O
pós-operatório mostrou ao psiquiatra que ex-travestis são
freqüentemente abandonados por seus parceiros quando perdem a
anatomia masculina. E que os operados que insistem em continuar na
prostituição perdem também a carteira de clientes. Algo de crucial
desapareceu na cirurgia. Não é verdade que os homens
procuram travestis porque estes se parecem mulheres, diz
ele. Eles querem o algo mais que as mulheres não
têm.</p>
<p>
Acima, um travesti espera
clientes na noite de São Paulo. Abaixo, Andréia Albertini, travesti
que levou Ronaldo à delegacia e às manchetes. Por que os homens
arriscam sua honra e sua segurança nesse tipo de aventura
sexual</p>
<p>
Os próprios
envolvidos têm opiniões diferentes. Um leitor anônimo de
epoca.com.br enviou depoimento no qual afirma, basicamente, que os
travestis são a melhor opção sexoeconômica. Diz ele: Já saí
com vários travestis. O que me atraiu foi justamente o desejo
físico pelos bumbuns e seios avantajados. Ficar com uma travesti
para mim é conseguir a baixo preço uma mulher de porte e formas que
eu jamais conseguiria pagar ou namorar. Márcia, travesti
paulista cuja foto abre esta reportagem, repele qualquer tentativa
de analisar os homens com quem sai voluntariamente. Para
mim, homens que saem com travestis são heterossexuais de cabeça
aberta, que topam qualquer coisa, afirma. Advogado, casado,
pai de uma moça, diz que tem impulsos de vestir-se e agir como
mulher desde criança, mas que isso nunca o impediu de ter relações
normais com mulheres: Quando saio com um homem, ele não
importa. O que me interessa é reforçar minha identidade de
mulher.</p>
<p>O mistério em torno dos homens que
procuram travestis é proporcional à ignorância que cerca os
próprios travestis. Como grupo populacional, eles são escarçamente
estudados: não se tem a menor idéia de quantos sejam, no mundo ou
no Brasil. Os líderes das organizações de travestis estimam que
haja 5 mil ou 6 mil deles no Rio de Janeiro e uma quantidade muito
maior  fala-se em 30 mil  em São Paulo. Nenhuma
ciência ampara essas estimativas. Sabe-se que há travestis de Porto
Alegre a Manaus, inclusive em cidades pequenas. Tem-se a impressão,
entre os que lidam com o assunto, que o Brasil é o líder mundial
nessa categoria  e o principal exportador para os países
europeus, sobretudo Itália e Espanha. O Brasil tem a maior
população mundial de travestis e o maior número de travestis per
capita, afirma Kulick. Trata-se de uma opinião bem
informada, mas é apenas opinião. Líderes de organizações de
travestis como Keila Simpson, presidente da Articulação Nacional de
Travestis e Transexuais, querem que o censo inclua perguntas que
permitam quantificar os diferentes grupos sexuais do país.
Como se pode dirigir políticas públicas a uma população de
tamanho ignorado?, diz.</p>
<p>
A palavra-chave quando se
trata de explicar a atração exercida pelos travestis parece ser
ambigüidade. Eles são percebidos simultaneamente como homem e
mulher, uma incongruência que mexe com as profundezas da psique
humana. O travesti mobiliza o desejo como mobiliza a
repulsa, afirma a psicanalista carioca Regina Navarro Lins.
Outra psicanalista, Maria Rita Kehl, vê duas razões no fascínio
pelos travestis. A primeira é que, por ser uma mulher com pênis,
ele captura os restos das fantasias sexuais infantis. A outra está
no fato de os travestis encarnarem a feminilidade de uma forma
absoluta, que nenhuma mulher contemporânea aceitaria. Só um
travesti saberia ser tão feminino quanto quer a fantasia de alguns
homens, diz Maria Rita. Se alguém sabe o que é
ser mulher de verdade' (<em>uma ficção
masculina</em>), é justamente o travesti. Os próprios
travestis são taxativos ao afirmar que seus fregueses procuram
neles a diferença: a mulher com falo, a fantasia, o risco.
Transgressão é essencial. O proibido atrai, afirma
Marjorie, travesti com 20 anos de experiência nas ruas, que hoje
trabalha na Secretaria de Assistência Social da Prefeitura do Rio
de Janeiro. As coisas que se dizem sobre os homens que saem
com travestis são lendas machistas.</p>
<p>Paira sobre essa discussão uma palavra
que os psicanalistas detestam: patologia. Sim, as pessoas têm o
direito inalienável de manter relações sexuais com quem quiserem,
desde que haja consentimento mútuo. Posto isso, cabe a pergunta:
está bem de cabeça um homem casado (como parece ser a maior parte
dos clientes dos travestis) que abre a porta de seu carro na porta
do Jockey Club, em São Paulo, e paga R$ 40 por uma hora de sexo com
um homem que parece ser mulher? Os especialistas não têm uma
resposta unânime a isso.</p>
<p>
Só um travesti saberia
ser tão feminino quanto quer a fantasia de alguns homens,
diz uma psicanalista</p>
<p>Liberais dizem que, bolas, desejo é
desejo, e não se pode explicar ou reprimir. Há que aceitar.
Entendo que os homens que só se realizam sexualmente com
travestis possam estar mal resolvidos em sua orientação
sexual, diz Maria Rita Kehl. Mas considerar que todos
os que gostam de travestis são homossexuais acovardados é uma
redução preconceituosa. Na outra ponta, fala-se em
sofrimento e confusão por trás dessa forma específica de prazer.
Para alguns homens é patológico, afirma o
psicanalista Oswaldo Rodrigues, do Instituto Paulista de
Sexualidade. Muitos fazem isso num impulso de
autodestruição.</p>
<p>Há os incapazes de lidar com seu próprio
desejo por outros homens. Há os que buscam cumprir seu papel
social no corpo feminilizado dos travestis. Há de tudo, e
nem tudo é a festa do desejo que a modernidade implicitamente
recomenda. Onde está o limite? Na dor. De acordo com o psiquiatra
Ronaldo Pamplona da Costa, com mais de 30 anos de experiência
terapêutica, muitos homens que saem com travestis o procuram em
estado de sofrimento. Eis o que diz a respeito a psiquiatra Carmita
Helena Abdo, que coordena o Projeto de Sexualidade do Instituto de
Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo: Se as
pessoas fazem sexo responsável, não estão sofrendo e não me
procuram, não quero normatizar a vida de
ninguém.</p>
<p>
</p>
				</div>			</content>			<id>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br/227868/Por-que-homens-procuram-travestis/</id>			<link href="http://anaguevarameirise.arteblog.com.br/227868/Por-que-homens-procuram-travestis/" />			<author>				<name>anaguevarameirise</name>				<uri>http://anaguevarameirise.arteblog.com.br</uri>			</author>			<updated>2009-11-06T01:21:39+01:00</updated>		</entry></feed>